Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Covid-19

INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

NINGUÉM ENTENDE

  Todos os dias vou assistindo e prestando atenção às informações sobre a nova vaga de Covid 19 que, com a guerra da Ucrânia em pano de fundo, vão passando despercebidas. Chegam instruções da Direcção Geral de Saúde. Chegam indicações do Ministério da Saúde. Chegam os comentários por parte dos médicos de Saúde Pública. Chega o levantamento de restrições por parte do nosso Governo e chegam finalmente, números altíssimos de pessoas contagiadas e de pessoas reinfectadas. As máscaras deixam de ser obrigatórias, com pequeníssimas excepções.  Os testes deixam de ser gratuitos nas farmácias e as urgências dos hospitais centrais estão a abarrotar com as pessoas que sentem alguns sintomas provocados pela Covid 19 e aí se dirigem, no sentido de serem testadas a custo zero e medicadas de imediato. Ouço e compreendo os apelos dos médicos dos referidos hospitais pedindo para que não inundem as urgências, deixando assim esses locais para casos realmente urgentes e graves. Não posso criticar...

VACINAÇÃO

  Posso dizer que, para mim, a primeira parte deste preocupante sistema de vacinas está concluída. Confesso que estava com receio. Só lá volto para a segunda dose em Julho. De facto, hoje, dia 28 de Abril de 2021, há cerca de duas horas, tomei a primeira dose da vacina contra a COVID-19. Receava que me fosse administrada a vacina da Astra-Zeneca e foi o que aconteceu. Tantas vezes ouvimos na comunicação social, referir que tem havido alguns poucos casos de reacções adversas a esta vacina, que por muito que não se queira, acabamos por ficar apreensivos. E isto sucedeu comigo também. São poucos os casos num tão grande universo de vacinas já administradas. Mas temos de pensar que não acontece só aos outros. Posso ser eu a próxima pessoa onde a toma da vacina corre mal, pensei eu. Hesitei muito em confirmar a minha presença no centro de vacinação. Mas confirmei e fui e já está. Podem surgir sintomas nas próximas vinte e quatro horas mas também pode acontecer não ter qualquer sintoma. V...

CONFINAMENTO NA PRIMEIRA PESSOA

Chamo-me Ana Carvalho, frequento o 5º ano e tenho 10 anos. Vou falar como decorreram as minhas aulas online. Já no primeiro confinamento em 2020, fiz o último período do 4º ano em casa. Eu e os meus colegas ficamos tristes porque não tivemos a experiência de finalistas como tínhamos imaginado. Mudamos para uma escola nova, um pouco inseguros. Já este ano de 2021 voltamos para casa, com aulas online. Novamente com os colegas e os professores apenas numa tela do computador.  Não foi fácil! Se por um lado tinha mais liberdade para fazer as coisas em casa, por outro lado faltavam os amigos e os professores. As rotinas alteraram-se e as aulas online exigem mais concentração do que as aulas presenciais.  Eu tive a sorte de ter sempre a minha mãe como auxílio pois ela teve a possibilidade de ficar em casa de apoio à família. Tivemos regras que foram negociadas entre as duas: Momentos online com os amigos, ajudar nas tarefas de casa, fazer caminhadas na natureza, e até tive tempo para...

NOVA IORQUE PELOS OLHOS DA FILHA

Antes de mais, um ALERTA: é nas mais pequenas coisas que falhamos porque é humanamente impossível estar vigilante e premeditar todos os nossos movimentos e por isso, uma máscara bem colocada, uma constante limpeza das mãos, podem fazer toda a diferença! 28 novembro – a minha mãe pede para olhar para o meu pai e diz que ele não está bem; 28 novembro – de facto, semblante carregado, dores no corpo e saturação de oxigénio a 86 não seria normal só porque sim; 28 novembro – pai, tens COVID! Oh que exagerada!  Fui embora. O meu pai desceu comigo com as indicações de tomar um analgésico nesse dia e no seguinte. “Mãe, liguem para a Saúde 24 sff!  1 dezembro – resultado positivo à Sars-COV-2.  Pai isolado no quarto com possibilidade de ter um WC só para seu uso. Mãe em isolamento profilático – dependente da ajuda da filha para lhe fazer chegar comida, pão, colocar o lixo na rua, resolver coisas (porque a vida não pára).  Todos os dias fui a casa dos meus pais. Antes da COVID ...

A MÃE

Diz o provérbio, ou dito dos tempos, que "Mãe há só uma". Cada um tem ou teve a sua, mas todos temos uma Mãe que partilhamos conforme as nossas crenças ou necessidades. Depois de escrever sobre "Nova Iorque" a propósito da COVID-19, não é fácil escrever sobre a mãe. Acho que um dos nossos maiores medos, na vida, é perder a mãe. A minha, com 86 anos de idade, diz-me muitas vezes que nós não somos de cá. Ouvimos isto e outras baboseiras e fingimos e aceitamos que a vida é assim mas, na verdade, todos queremos continuar por cá. Hoje, 16 de Janeiro de 2021, resolvi escrever sobre este tema porque se cumpre mais um aniversário - 86º - da minha e, mesmo com as limitações vigentes, consegui almoçar com ela e cantar-lhe os parabéns em conjunto, via internet, com alguns dos netos e bisnetos. Foi o aniversário possível este ano, porque nos anos anteriores tem sido possível juntar à mesma mesa os quatro filhos e suas respectivas famílias. É humano, é aceitável, é reconfortante...

SENTIR DE PERTO A COVID-19

O telemóvel toca uma e outra vez. Acordamos em sobressalto, e enquanto olho o mostrador do relógio e percebo que são 4h30 da manhã, o meu marido atende o amigo que nos liga, e que só pode ser por uma urgência, pois nunca o faria se assim não fosse. Apercebo-me de frases entrecortadas por soluços e, ao meu lado, o meu marido, depois de uma exclamação inicial de incredulidade, fica em silêncio, enquanto lhe correm lágrimas pelo rosto. Quero que me diga o que passa, mas ao mesmo tempo receio confirmar o que penso ter percebido. Infelizmente não há que duvidar. Aconteceu mesmo, e aquele foi um telefonema que não queríamos receber… Uma das nossas grandes amigas morreu, e morreu de forma repentina, sem um sinal, sem um qualquer aviso prévio. Partiu e nunca mais veremos os seus olhinhos brilhantes de alegria sempre que nos encontrávamos, nem ouviremos as suas gargalhadas contagiantes, de uma inocência sem par. Viremos a saber mais tarde que, quer ela, quer os seus pais, nossos irmãos de coraç...

NOVA IORQUE

A história de uma vida não é a mesma coisa  que a vida de uma história. Por isso, há os testemunhos de vida que mais não são do que retalhos, resumos das coisas,  dos acontecimentos que mais influenciaram os nossos sentimentos e emoções no nosso percurso. Nova Iorque é o título para este testemunho sobre uma superação do SARS-COV2 e da respectiva doença COVID-19. Em finais de Novembro último, quase a completar 65 anos e 1 mês de vida, apareceram-me sintomas de extremo cansaço, prostração e febre. Seguimos os trâmites normais nestas situações, recorremos à Saúde24 e em 2 dias tinha saído o resultado: POSITIVO PARA COVID-19. Isolamento, confinamento, tratamento em casa, mas a febre e o cansaço não davam sinais de abrandamento. Dia 8 de Dezembro. Dia da Imaculada Conceição - Mãe das mães. INEM, Urgência Hospital de S. João e Internamento. Eis-me chegado ao tema deste testemunho. Nova Iorque. Não conheço a cidade, a metrópole, o país, mas sabemos da grandiosidade, do movimento, da...

DECLARAÇÃO DE AMOR EM TEMPO DE COVID-19

Olá meu amor. Sempre pensei que Deus nos ajudasse aos dois, e ao nosso núcleo familiar, a passar ilesos por esta pandemia. Mas tal não aconteceu e tu foste infectado sabe-se lá por quem e onde. E estás confinado ao nosso quarto há já uma semana.  Sabes, tens sorte em o nosso quarto ser uma suite, assim podes viver aí dentro sem daí nunca saíres. Soa mal dizer isto. Parece que estás numa prisão. E estás. Estás retido dentro dessas paredes e estás privado de ir à rua passear, de ir trabalhar, de jantar na sala, de estar connosco. Com os teus netos. Tens unicamente como companhia a tua própria pessoa. Tens todo o tempo do mundo para pensar, para ver televisão, para ler o jornal que todos os dias eu te entrego. Mas nada disso tu fazes. Limitas-te a estar sentado no sofá ou deitado na cama, de olhos fechados, a sofrer sozinho este isolamento.  E é isso que me dói. Ver-te tão sozinho, tão triste. Choro em silêncio pelo resto da casa onde tu não andas. Falo comigo própria para exteri...

"COLINHO"

Dadas as circunstâncias, são desaconselhadas todas as formas de toque como o beijo ou o abraço, e incentivado o distanciamento. Mas como se nega um colinho quando se está a trabalhar rodeado de pequenas vidas que na inocência da sua infância, nos procuram em bicas de pés a pedir colinho (seja por carência, porque se magoou ou pela birra do sono)? Como se recusa receber nos nossos braços um ser que passa parte do seu dia ao nosso lado e confia em nós? Como podemos “rejeitar” uma criança a quem por vezes acabamos de dar um “ralhete” e se nos lança ao pescoço e se enrosca a tentar entrar-nos pelo coração dentro? Ou outras (por vezes em batalhão), que quando chegamos e manifestando a alegria genuína por nos ver, correm de braços abertos que rodeiam a nossa cintura e por vezes sem palavras ficam apenas a sentir-nos e a fazerem sentir-se? Por isso, coloco nas mãos de Deus, e cumprindo com o que me é possível ao máximo, destes momentos não consigo abdicar ou recusar. De coração sempre apertad...

ONDE ESTÁ O MEU SORRISO?

Hoje v ou partilhar com vocês a minha tristeza pelo facto de eu não rir. Parece estranho mas é verdade. Lembro-me muito bem do meu passado de criança, de adolescente e de adulta em que eu conseguia sorrir, rir muito e dar gargalhadas. Por vezes, a vida encarrega-se de nos modificar, para o bem e para o mal. Os problemas que se instalam em nós, deixam marcas, mesmo aqueles que são solucionados. Fica sempre  uma marca. Há pessoas optimistas. E há as pessimistas, que são facilmente derrotadas pelos contratempos que aparecem pelo caminho. Eu tive os meus problemas, tive. Alguns eu resolvi. Outros nem tanto.  Será por isso que sou uma pessoa cheia de melancolia? Ou será que foi o medo da COVID-19 que me deixou assim? Realmente, estou pior desde que a pandemia se instalou entre nós. Tenho medo por mim e pelos meus. Por isso não facilito, como muitas pessoas já estão a fazer. E as consequências estão à vista em alguns pontos do país. Dou-vos um conselho. Sejam optimistas. Reajam. Mas...

TENHO UM CÃO E TENHO UM ISOLAMENTO SOCIAL

Caros leitores, quem me conhece sabe que tenho um cão. Para quem não me conhece, coloco a descoberto o pequeno enorme ser que tenho em casa. Há 3 anos resolvemos, o meu namorado e eu, ter um cão. Um cão! Ok, vamos lá. Pensei num cão pequeno, mas o que veio de facto era pequeno com 3 meses e 13 Kg. Mas neste momento só pesa cerca de 65Kg e assusta até o maior dos valentes.  Pois, isto foi apenas a introdução do que quero demonstrar aos olhos do Portus, um cane corso italiano com 3 anos e 2 meses. Devido à COVID-19, estamos todos em casa e nós não somos exceção.  A situação aos olhos do Portus será um tanto ou pouco assim: ela e ele chamam-me Portus e subitamente começam a chamar-me COVID-25. O que é isto? Bem, a verdade é que pouco me interessa porque eles estão todos os dias e noites em casa. Eu estou cansado porque antes, ainda conseguia descansar quando eles diziam que iam trabalhar ou às compras para me trazerem um osso. Agora, eles não param. Entram, saem, andam nas garage...

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

Caros leitores, esta reflexão surge no momento crítico que o Mundo atravessa. Falo do medo, do pânico, da sensação de inutilidade e do atentado à nossa vida. Isto acontece por causa da COVID-19, o nosso coronavírus que atingiu a população humana um pouco (muito) por todo o lado. Engraçado, não é? Não, não é. Todos nós ouvimos muitas vezes o discurso e as várias frases “feitas” que são muito bonitas. Assim como os ditados populares. “Quem não tem tempo para cuidar da saúde, vai arranjar tempo para cuidar da doença!”; “Nossa civilização está sendo sacrificada pelo interesse de um pequeno grupo de pessoas em continuar recebendo enormes quantias de dinheiro.” dizia Greta Thunberg ou então, “Até vocês começarem a focar no que é preciso ser feito em vez do que é politicamente possível, não há esperança.” E não é que a COVID-19 veio ajudá-la nestes avisos, verdadeiros e assustadores? Pois então, vemos notícias de todo o mundo e todo esse mundo está em suspenso. Não há carros, autocarro...

A VIDA É UMA VIAGEM, NÃO UMA CORRIDA

Neste último Natal tive de presente de uma grande Amiga um caderninho para tomada de notas, cuja capa tinha os seguintes dizeres: “A vida é uma viagem, não uma corrida” . Decidi e estou a cumprir que esse caderno iria servir para eu escrever diariamente os meus momentos de verdadeira gratidão para com Deus e, até hoje, tenho cumprido essa minha decisão de início de ano. Hoje, ao pegar no meu caderninho para fazer a minha tomada de notas diária, não sei explicar como, fiquei presa ao título e à verdadeira aplicabilidade que o mesmo tem neste momento. Sim, a Covid 19, veio mudar a nossa vida por completo. Eu ainda me sinto atordoada. Eu, que não tinha tempo para nada, passei a ter tempo de sobra. Eu, que muitas vezes andava  numa corrida desenfreada, olhava para as coisas, mas não tinha capacidade de parar para as contemplar. Eu, que tanto andava na estrada, não conseguia ver a beleza das árvores e dos seus diferentes tons de verde.  Enfim, poderia aqui elencar inúmeras...

DESABAFO

Hoje estou melhor ligeiramente. Ontem foi um dia para esquecer, tal a neura que se instalou em mim. Realmente a COVID-19 está a dar cabo de nós em todos os sentidos. Não é só de quem está infectado. Não  é só de quem está a sofrer ou virá a sofrer com a crise económica que nos vai massacrar. Quem está de boa saúde, mas fechado em casa sofre também. Pessoalmente sou uma pessoa muito "vadia". Quer dizer, não consigo estar fechada em casa durante muito tempo. Tenho necessidade de sair nem que seja para ir à esquina tomar um café. Tenho os meus rituais diários que agora estão suspensos e que, por via dessa suspensão, não consigo concretizar. Não tenho grandes vícios consumistas. Para mim basta uma ida ao café para ler o jornal e tomar um café. Sempre se conversa com a proprietária do estabelecimento ou com alguém que se encontre na rua. E repito esta ida ao café pelo menos três vezes por dia. E também há uma ida à mercearia ou ao talho. Ou à cabeleireira arranjar o cabelo, s...

CARTA A UM AMIGO

Olá meu amigo. Não te escrevo há já algum tempo. Deves estar admirado. Hoje resolvi tirar uns minutos para te falar de mim. Não posso dizer que esteja bem, nem sequer inspirada para escrever. Sinto-me angustiada, tenho o coração "apertadinho" como se costuma dizer. Não sei se pela idade que tenho, já me custa a relevar certas coisas. Empreendo nelas. Não queria, mas é assim que agora funciono.  Como sabes, e todo o mundo sabe - coisa estranha esta de agora estarmos todos com o mesmo assunto na cabeça a consumir-nos - a COVID-19 tomou conta das nossas vidas. Não te vou falar sobre esta doença, não. Haveria tanto para dizer mas os meios de comunicação  social encarregam-se disso. Cada ser humano fica afectado à sua maneira com estas notícias. Eu já chorei. Eu já sorri. A cada segundo, com cada imagem, com cada notícia, eu fico impressionada, arrepiada. Sabes, tenho muitas saudades dos meus netos. Só os vejo e oiço por vídeo chamada. Estão com os pais em casa. Faz-me...

EDP, ENDESA e IBERDROLA - A COVID 19 E A RESPONSABILIDADE SOCIAL

Conhecemos o que cada uma das referidas empresas torna público anualmente no que toca aos resultados obtidos. Sabemos os lucros que acumulam ano, após ano. É frequente a comunicação social divulgar os chorudos vencimentos e prémios que os gestores destas companhias de energia, recebem. Pois bem, meus Senhores, chegou a vossa hora de olharem para nós, vossos clientes, com olhos de ver. Estamos numa situação nunca vista. A maioria das famílias que está por obrigação em casa reunida, está a consumir muitíssimo mais energia do que habitualmente consumia fruto da situação que todos bem conhecemos. Não basta organizar maratonas, concertos e outros eventos similares para mostrar quão responsáveis socialmente são, doando algumas verbas a instituições carenciadas.  Nas redes sociais está divulgada a carta que um senhorio dirigiu aos seus inquilinos, isentando-os temporariamente do pagamento das suas rendas. Seguramente que já é do vosso conhecimento. Olhem por favor para o dito d...