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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

ESPÍRITO DE NATAL

Chega dezembro, e nada me motiva para o espírito natalício que sinto acontecer à minha volta. São as montras repletas de decorações, as luzes das iluminações das ruas, e a feira de natal que se enche de gente. Nada disto me anima e quase me irrita. Mas é natal, dizem-me, como se isso bastasse para me alegrar.  Chego assim ao dia 16 de dezembro, em que decido que tenho mesmo de fazer algumas compras obrigatórias. Saio cedo, pois não me apetece andar em lojas repletas de gente, com sacos cheios, a esbarrar em tudo e todos, e a desejar bom natal quer nos conheçam quer não. Já na rua, apercebo-me de um desfile de crianças que, vindas de escolas e colégios do concelho, enche por completo a nossa Rua da Sé. Vejo os olhinhos dos pequeninos a brilharem nos seus fatinhos de pai natal, e até vejo o Tomé, meu sobrinho bisneto, vestido de S. José, a abrir o grupo do seu colégio. Lindo o “meu” Tomé. Chamo-o, digo-lhe que está lindo, presenteia-me com um lindo sorriso, e segue muito compenetrado...

SENTIMENTOS

  Hoje falo-vos de sentimentos desinteressados. Pois os portadores destas emoções, são demasiado inocentes e a sua manifestação é completamente espontânea e genuína. São crianças, trabalho num Jardim de Infância.  Crianças de tenra idade, mas que nos transmitem para além da confiança no trabalho que já está feito, a esperança de que vale a pena acreditar e continuar a fazê-lo. Dão-me todos os dias mostras de que devo investir e nunca “desistir” de nenhuma delas. Trabalho muitas horas do dia rodeada de pequenos seres que por vezes não são fáceis, e os dias parecem longos. Mas não há nada que se compare (sem contar com declarações daqueles que são “nossos”), às palavras com que nos brindam de recompensa ou os abraços apertados que me dão, carregados de saudades.  Daquelas pequenas bocas inocentes, saem tesouros como “Tive muitas saudades tuas…” ou até o “Vou ter saudades tuas…” quando lhes digo que é fim-de-semana e vamos estar dois dias sem nos vermos. Abraços que não se d...

A VIDA PASSA A CORRER. E NÓS?

A Volvo pediu e nós ajudamos a divulgar esta ideia para o primeiro dia de aulas. “Perto de 25% dos acidentes de viação acontecem nas primeiras horas da manhã. A sua causa habitual: o stress. É a pressa de chegar ao destino, a ansiedade de se saber que o tempo não é infinito e que há horas a cumprir. E se há um dia em que este stress é notório, não só na estrada como fora dela, é no primeiro dia de aulas. Queremos que este ano seja diferente. Por isso mesmo, vamos lançar o movimento #ChegueMaisTarde . Assim, a Volvo vai permitir que os seus colaboradores cheguem mais tarde neste dia, para que possam estar juntos nos momentos que verdadeiramente importam e para que façam o percurso até ao trabalho sem pressa e com toda a segurança. Por eles, por si e por todos , junte-se à Volvo e no primeiro dia de aulas , permita que os seus colaboradores cheguem mais tarde ao trabalho e/ou envolva a sua chefia ou responsável de recursos humanos. Partilhe este movimento nos grupos de whatsapp, n...

EMOÇÕES DAS CRIANÇAS

Temos a ideia que as emoções são assunto de adulto, como se só quando se é já crescido aprendesse a sentir. No mundo das crianças estão por vezes, ainda que explicados à sua maneira, presentes um turbilhão de emoções. É interessante estar com eles e perceber que no seu humilde relato está muita sabedoria, que nós adultos com a mania de complicarmos tudo, deixamos de saber distinguir. Eles traduzem tudo de uma forma simples e mais pura, sem rodeios ou floridos. Ouvir crianças de 3/4/5 e 6 anos expressar os seus medos, o que os deixa felizes ou tristes, zangados ou preocupados é uma autêntica surpresa e uma lição também. Uns seres tão pequeninos, que na nossa perspetiva têm tão pouca experiência são capazes de apresentar sugestões de técnicas e estratégias para controlar os seus próprios sentimentos. Alguns têm criado/imaginado verdadeiros eventos para concretizar no pôs-pandemia (tal é a ânsia de voltar à normalidade): desde piqueniques, a festas de pijama ou na piscina. Um, no auge dos...

RECEBER EM NOSSA CASA

Convidar é uma forma de cortesia. É um meio que nos permite conviver, é um gesto de amizade. Quem nos visita merece a nossa melhor atenção e respeito. É pois prudente que nos preparemos com alguma antecedência e que preparemos igualmente os nossos filhos. Quando abrir a porta de sua casa aos seus familiares e amigos, faça-o com um sorriso e cordialidade. Cumprimente, dê as boas vindas e faça com que os seus filhos parem o que estão a fazer e cumprimentem quem acaba de chegar. Tente manter os pequeninos entretidos mas, se possível, sem se afastarem muito do local onde se encontram os convidados. Não mande as crianças para o quarto, nem permita que se ausentem deliberadamente. Desta vez, iremos debruçar-nos sobre as visitas de familiares. Se tem crianças ou jovens em casa, faça-os participar. Não deixe que se isolem a ver televisão ou a “mexer” no telemóvel. Procure encontrar formas de os manter interessados e colaborantes. Tente ter a sua casa conf...

COMPORTAMENTO À MESA E ROUPA BÁSICA

Lembra-se do que abordámos na sessão anterior  sobre o comportamento à mesa? … Agora que as mãozinhas já estão lavadas e a refeição pronta, vamos sentar e preparar para começar a comer. Vamos começar então por pegar no  guardanapo, dobrá-lo a meio e pô-lo sobre as perninhas. Agora que a sopa já está no prato, vamos pegar na colher com a mão direita (isto se não forem canhotos) e levá-la ao prato da sopa. De seguida inclinamos só a cabecinha um pouco para a frente e a colher vem até à nossa boca e não a nossa boca até ao prato da sopa. Tente manter as costas direitinhas. De início, vai custar um pouco,  mas vão ver que vale a pena habituarem-se a ter essa postura à mesa. Agora que a sopa acabou, vamos comer o conduto??? Prato principal. Seguramos então o garfo na mão esquerda e a faca na direita. Vamos tentar manter a postura que aqui indicamos para a sopa (costas o mais direitas possível). Ter em atenção: - Não encher muito a boca - Não falar com a bo...