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A mostrar mensagens com a etiqueta Mãe

INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

VIVER...

  Nasci a lutar..  pela vida. Depois de uma sentença como prematura há 54 anos e de vencer o  estigma da epilepsia, tendo de provar a todos e a mim própria que era capaz,  sentia que nada me podia abalar. Até que o fantasma do cancro no útero pairou sobre mim, e arranjamos forças para  lutar, onde nunca sonhamos...e depois da tempestade vem sempre a bonança. Engravidei aos 37 anos e foi como uma purificação do meu ser. Renasci e ser Mãe foi e é o melhor de mim, tento incutir valores e princípios e dou-lhe asas para voar e sentir-me-ei realizada quando me tornar uma mãe dispensável, porque será o momento em que toda a aprendizagem fará sentido. Num percurso de vida  pautado por trilhos nem sempre fáceis, sou grata por ter família, amigos que são família e ter a minha fé em Deus e em mim que me levará sempre aonde eu acreditar!  Porque a Vida vale sempre a pena... Conceição Carlos

MARIA DA CÂMARA, A MINHA MÃE

Hoje, ao ler um texto publicado na Sexta feira Santa pelo Padre José Julio Rocha, meu conterrâneo, na sua página de Facebook, apanhei como que um “murro no estomago”. Inicia assim: “ Não me venham com Ursula von der Leyen, Christine Lagarde ou Kamala Haris…. Metam no saco Marilyn Monroe, Maryl Streep ou Angeline Jolie.  A mulher mais importante do mundo chama-se Maria da Conceição Costa Mendes e toda a gente sabe quem é...”   e continua a descrever aquela que é a sua própria mãe. Fala-nos das suas doenças, das suas privações, das suas perdas, mas sobretudo do seu amor pelos filhos. Conta-nos, com algum humor, a dificuldade que teve em aceitar que ele, aos 31 anos, já professor no Seminário de Angra do Heroísmo e depois de vários anos em Roma, fosse viver sozinho, pois não o achava com competência para tal. E com a certeza que nada pagará o amor de uma mãe, é que a levou à Missa do Lava-pés, para que fizesse parte do grupo de outras mulheres a quem, ele próprio, lavaria os pés,...

SOBRE SER MÃE

  Muito se diz sobre ser mãe, esse papel maior. Muito se escrutina sobre a importância, competências, postura e até direitos de uma mãe. Mas ninguém consegue de facto descrever de forma fidedigna o significado de ser MÃE. Pois pode traduzir tudo, mas cada qual tem um tudo que é diferente…tal é a dimensão que lhe damos. Eu antes de ser mãe, já conhecia o que era ter uma, incondicional. Depois, profissionalmente comecei a lidar com as mães das minhas crianças (todas diferentes e com o seu zelo próprio). Muitas vezes esses seres tão pequeninos nos espelham o que vêm e sentem pelas suas mães, só a simplicidade de um discurso tão genuíno traduz a verdade de uma denominação tão grandiosa. Chamam-lhe vida, amor, e não é preciso mais.  Com todas me inspiro e retenho de cada uma aquilo que mais me toca. Vou-me construindo enquanto mãe porque só depois de me ter sido dada a bênção de o ser, pude constatar o verdadeiro desafio desta missão.  Obrigada filha… Obrigada mãe… O.C.

A MÃE

Diz o provérbio, ou dito dos tempos, que "Mãe há só uma". Cada um tem ou teve a sua, mas todos temos uma Mãe que partilhamos conforme as nossas crenças ou necessidades. Depois de escrever sobre "Nova Iorque" a propósito da COVID-19, não é fácil escrever sobre a mãe. Acho que um dos nossos maiores medos, na vida, é perder a mãe. A minha, com 86 anos de idade, diz-me muitas vezes que nós não somos de cá. Ouvimos isto e outras baboseiras e fingimos e aceitamos que a vida é assim mas, na verdade, todos queremos continuar por cá. Hoje, 16 de Janeiro de 2021, resolvi escrever sobre este tema porque se cumpre mais um aniversário - 86º - da minha e, mesmo com as limitações vigentes, consegui almoçar com ela e cantar-lhe os parabéns em conjunto, via internet, com alguns dos netos e bisnetos. Foi o aniversário possível este ano, porque nos anos anteriores tem sido possível juntar à mesma mesa os quatro filhos e suas respectivas famílias. É humano, é aceitável, é reconfortante...

08 DE DEZEMBRO - ANTIGO DIA DA MÃE

Sento-me à secretária para preparar o texto para hoje dia 8 de Dezembro e é exatamente no momento em que coloco a data, que me vem à mente o assunto sobre o qual hoje irei escrever. Sabemos que é dia da Imaculada Conceição – Padroeira de Portugal, mas, nós os mais antigos, sabemos que esta data era, sem dúvida, também importantíssima para nós. Era a 8 de dezembro que se comemorava o dia da MÃE. Ainda hoje me pergunto, qual a razão que terá levado a que mentes brilhantes, alterassem a comemoração desse dia, para o primeiro domingo de Maio. Porquê, mexer, naquilo que está bem feito. Que mania se tem atualmente de inventar o que está já inventado… Fui sempre contra! Parece que já não é a mesma coisa. Durante alguns anos e, com alguma rebeldia à mistura, fiz questão de continuar a celebrar o dia da Mãe no dia 8 de Dezembro e não na data que me passaram a impor. Aí, sempre tive a complacência da minha Mãe. Sim, enquanto viveu, também sempre achou uma patetice a alteração do ...

PROFISSÃO: MÃE

Ana foi renovar a sua carta de condução. Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar. "O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário. " Claro que tenho um trabalho", exclamou Ana. "Sou mãe". "Nós não consideramos 'mãe' um trabalho. Vou colocar Dona de casa! ",  disse o funcionário friamente. Não voltei a lembrar-me desta história até ao dia em que me encontrei em situação idêntica... A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante. "Qual é a sua ocupação?" Perguntou. Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora: "Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas." A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar e olhou-me como quem diz que não ouviu bem... Eu repeti pausada...