Começa a loucura. Começa o marketing em força no sentido das compras de Natal e afins. A azáfama instala-se e parece que nada de grave se passa no mundo. As pessoas esquecem-se da guerra, das vítimas delas, do sofrimento, da fome, da doença, da inflação, das dificuldades e viram-se para as “luzes” das montras, para os slogans onde a palavra desconto tem destaque e a correria desenfreada toma lugar. Tenho-me interrogado muito a este propósito. O que nos faz mudar tão repentina e drasticamente? Será o calendário? Será a tradição? O que será realmente? Falo comigo. Questiono-me e não encontro resposta nenhuma para esta pergunta. Da cooperação, passamos à indiferença. Das queixas constantes relativamente aos aumentos de preços, passamos a uma fase de compra por impulso e tudo parece encaixar na perfeição relativamente aos nossos desejos e às nossas concretizações. Tenho muito receio dos próximos meses. Tenho receio das loucuras que as pessoas cometem para satisfazerem os capric...
O que já é hábito não causa surpresa... Curioso??