Confesso que não contava desta vez escrever novamente sobre crianças, para que não fosse “mais do mesmo”. Mas foi inevitável. Li esta semana um artigo, e posteriores comentários sobre o mesmo, em que a jornalista era simultaneamente a mãe envolvida na história. E eu, que achava que já não me surpreendia com qualquer coisa, fiquei completamente “ouriçada”. No caso, uma criança de 5 anos que segundo descrição da mãe era toda ela alegria e espírito sociável, que tinha o seu grupo de amigos constituído em cada espaço e atividade que frequentava, manifestou tristeza e desânimo nas aulas de ballet. Partilhara com o pai que as outras meninas não queriam ser suas amigas porque “PARECES POBRE” (palavras cruelmente dirigidas). Como é possível? Que adultos estaremos a criar? Que valores, ou falta deles, estamos a deixar para um futuro que é mais próximo do que imaginamos? Esta mãe, jornalista, apresentou a sua recente realidade de teletrabalho (pós pandemia) e as consequências de “maus hábi...
O que já é hábito não causa surpresa... Curioso??