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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

A URGÊNCIA VS A PRIORIDADE

Passados quinze dias de ter sido escolhida para a nova função na outra empresa, recebo uma chamada telefónica em casa, sim, ainda não tínhamos telemóveis, questionando sobre a minha data de início. Senti-me sem chão. Senti que entre eles (empresa actual e futura) não tinha havido acordo para a minha transferência. Era preciso gerir o assunto com pinças e eu começava a ver que tinha possivelmente dado um passo do qual me iria arrepender para o resto da minha existência. Gostaria de aqui lembrar que à época, ao contrário de hoje, os empregos eram para a vida. Quem tivesse uma alta rotatividade de empregos significava que seria um péssimo colaborador. Seria alguém que não parava em lado nenhum. Seria uma pessoa irresponsável. Inconstante. Alguém que não encarava o futuro, como ele devia ser encarado. Voltando então a mim e à minha situação, escusado será dizer que nessa noite, praticamente, não preguei olho. No dia seguinte, cheguei à  empresa e a primeira coisa que fiz, foi pedir uma...