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A mostrar mensagens com a etiqueta cansaço

INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

QUANDO A NOSSA MENTE NOS PREGA PARTIDAS

  A doença mental. Não sou psiquiatra, mas sou atenta a determinados comportamentos, todos nos cruzamos com gente dita desequilibrada, que subvalorizamos, acreditando se tratar de atitudes malcriadas, resultado de adições ou desajustados, ou sem-abrigo, pessoas no limiar da pobreza, esta não só económica, mas também de vivência e de convivência. Apesar de alguns tentarem ajudar, na sua boa vontade e com solidariedade, efetivamente este esforço só dificilmente consegue colmatar e em alguns casos diminuir, a falta de atenção do Estado, ao sofrimento dessas pessoas. Há tanta gente doente mental, os desajustados com o modo de viver desta sociedade, não conseguindo lidar bem com o ritmo e as exigências quer no trabalho ou na sua vida familiar, a circular por aí, sem falar dos “doidos” e estes últimos sem nos apercebermos,  passam por “gente normal”, andam descompensados, desamparados, não medicamentados, e às vezes “salta-lhes a tampa”, hoje não se fala dos “doidos” até parece...

FÉRIAS

Tenho dado por mim a pensar que as férias laborais deviam estar acompanhadas de uma cláusula no contrato que “obrigasse” a pessoa a viajar. No período de férias devia ser convidado mediante condições especiais e um bilhete (claro), a ausentar-se quer dos radares do emprego quer de casa. Sempre que isso não acontece (e é a realidade do comum mortal) esta que devia ser uma época de descanso e descontração, torna-se uma simples e leve mudança de rotinas por tempo rapidamente terminado. O que para a maioria dos homens se resume a fazer nada nem nenhum, nós mulheres aproveitamos para tentar fazer tudo aquilo que na correria dos dias não conseguimos; queremos resolver coisas na rua, queremos organizar tudo em casa, queremos fazer praia e outros programas com os miúdos, e ainda temos por vezes que interromper e intervir em assuntos do emprego. Resumindo, quando as férias acabam precisávamos de descansar daquilo que nos cansou durante as férias. Manifesto assim o meu “desagrado” por não ter si...

DIAGNÓSTICO: FIBRILHAÇÃO AURICULAR

Há uns anos, era eu fumador inveterado, fui vítima de um episódio cardíaco cujas consequências me têm acompanhado até hoje. O episódio aconteceu em janeiro, quando eu estava a passar o fim de semana em Cristelo, ao acordar numa manhã de sábado com uma sensação de cansaço muito grande. Levantei-me e dirigi-me ao quarto de banho para esvaziar a bexiga, lavar os dentes e tomar o meu banho matinal. Após as duas primeiras tarefas sentei-me na sanita para recuperar forças a fim de  executar a terceira. Aí adveio uma vontade muito grande de voltar à cama para descansar mais um pouco e talvez voltar a adormecer. Levantei-me da sanita com esse intuito mas não cheguei à cama. No trajeto perdi os sentidos e caí sobre uma cadeira que estava no caminho entre o quarto de banho e a cama. Não sei o tempo que estive inconsciente pois a minha mulher, que já se tinha levantado e estava na cozinha a tratar do pequeno almoço, ao ouvir o estrondo provocado pela minha queda terá perguntado a razão...