Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta distanciamento

INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

ALGURES EM FAFE

Há algumas semanas o meu marido e eu fomos passar uns dias a Fafe, por motivo algum em especial mas porque temos por hábito escolher uma cidade pequena mas acolhedora para explorar. E foi o que fizemos por lá.  Instalamo-nos no Flag Hotel e adoptamos o restaurante Adega Popular como local para todas as refeições. E que bem comemos.  Estava muito calor. Era Agosto. Fafe tem esplanadas em todos os cantos. Maravilha. Estávamos nós numa dessas esplanadas quando reparei que numa mesa próxima estavam duas jovens senhoras numa alegre cavaqueira pois estavam a visualizar qualquer coisa num tablet. Continuei a conversar com o meu marido e quando volto a olhar para elas, o que vi?  Junto e chegadinha a elas estava uma cigana. Uma típica cigana. Meia idade, toda vestida de preto. Segurava na mão de uma delas e lia a sina. E elas riam, riam muito.  E onde está a admiração?  Eu pensava que as ciganas já não liam a sina a ninguém nos dias que correm. Mas não. Ali estava ela a...

"COLINHO"

Dadas as circunstâncias, são desaconselhadas todas as formas de toque como o beijo ou o abraço, e incentivado o distanciamento. Mas como se nega um colinho quando se está a trabalhar rodeado de pequenas vidas que na inocência da sua infância, nos procuram em bicas de pés a pedir colinho (seja por carência, porque se magoou ou pela birra do sono)? Como se recusa receber nos nossos braços um ser que passa parte do seu dia ao nosso lado e confia em nós? Como podemos “rejeitar” uma criança a quem por vezes acabamos de dar um “ralhete” e se nos lança ao pescoço e se enrosca a tentar entrar-nos pelo coração dentro? Ou outras (por vezes em batalhão), que quando chegamos e manifestando a alegria genuína por nos ver, correm de braços abertos que rodeiam a nossa cintura e por vezes sem palavras ficam apenas a sentir-nos e a fazerem sentir-se? Por isso, coloco nas mãos de Deus, e cumprindo com o que me é possível ao máximo, destes momentos não consigo abdicar ou recusar. De coração sempre apertad...