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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

GUARDAS FLORESTAIS

Amaria estar a escrever sobre um tema algo diferente. Sobre férias, sobre bem-estar, sobre felicidade, sobre comida, etc., mas não. Hoje, decidi participar neste blog falando sobre a enorme tragédia, chamada incêndios. Não há noticiário televisivo que não nos mostre chamas e mais chamas. Pessoas numa enorme aflição por terem perdido ou estarem em vias de perder, tudo o que, com enorme sacrifício, acumularam ao longo duma vida. Vozes embargadas. Silêncios incríveis. Olhos marejados de água. Que tristeza sinto ao ver estas imagens quer dos populares, quer dos nossos incansáveis e corajosos bombeiros que, passam a vida deles a ir para locais de onde os outros estão a fugir. Pensem também neles. Pensem um pouco nas respetivas famílias. Ao mesmo tempo que a tristeza me invade, a revolta cresce em mim. No programa do nosso governo em 2016 , uma das suas promessas era a de cadastrar todos os terrenos do nosso país. Falou-se imenso nesse assunto. Era prioritário!!! Criaram-se comissões e mais ...

O SOFRIMENTO DA PERDA

Quem nunca?  Quem nunca (infelizmente) passou por um sofrimento atroz de uma perda? Quando falo em perda, seja de algo demasiado preciso porque suporta um conjunto de memórias, seja por uma pessoa ou por um animal? Perda… Morte… Sofrimento… Sentimento de impotência… Sentimento de perda… Tristeza profunda… Quando perdemos alguém, familiar, amigo, colega de trabalho, dizemos sempre que não sabemos como vamos seguir em frente e viver do mesmo modo depois desta perda. A morte, em termos científicos, é tão somente o desligar do corpo, da matéria, do conjunto de células, órgãos e aparelhos. Mas seremos somente isto? Não. Somos alegrias, tristezas, percursos de vida, trabalhos, personalidades, “alma”… Em cada religião, a morte é encarada de modo diferente. Tendemos a crer que a vida surge após a morte. A vida do que chamamos alma ou espírito. Mas como é que isto acontece? Quantos de nós já ouvimos dizer: “és tal e qual a pessoa X!” Seremos nós os substitutos dos que já morreram? Seremos n...