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A mostrar mensagens com a etiqueta criança

INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

(DES)ILUSÕES

  Confesso que não contava desta vez escrever novamente sobre crianças, para que não fosse “mais do mesmo”. Mas foi inevitável. Li esta semana um artigo, e posteriores comentários sobre o mesmo, em que a jornalista era simultaneamente a mãe envolvida na história. E eu, que achava que já não me surpreendia com qualquer coisa, fiquei completamente “ouriçada”. No caso, uma criança de 5 anos que segundo descrição da mãe era toda ela alegria e espírito sociável, que tinha o seu grupo de amigos constituído em cada espaço e atividade que frequentava, manifestou tristeza e desânimo nas aulas de ballet. Partilhara com o pai que as outras meninas não queriam ser suas amigas porque “PARECES POBRE” (palavras cruelmente dirigidas). Como é possível? Que adultos estaremos a criar? Que valores, ou falta deles, estamos a deixar para um futuro que é mais próximo do que imaginamos? Esta mãe, jornalista, apresentou a sua recente realidade de teletrabalho (pós pandemia) e as consequências de “maus hábi...

CONFINAMENTO NA PRIMEIRA PESSOA

Chamo-me Ana Carvalho, frequento o 5º ano e tenho 10 anos. Vou falar como decorreram as minhas aulas online. Já no primeiro confinamento em 2020, fiz o último período do 4º ano em casa. Eu e os meus colegas ficamos tristes porque não tivemos a experiência de finalistas como tínhamos imaginado. Mudamos para uma escola nova, um pouco inseguros. Já este ano de 2021 voltamos para casa, com aulas online. Novamente com os colegas e os professores apenas numa tela do computador.  Não foi fácil! Se por um lado tinha mais liberdade para fazer as coisas em casa, por outro lado faltavam os amigos e os professores. As rotinas alteraram-se e as aulas online exigem mais concentração do que as aulas presenciais.  Eu tive a sorte de ter sempre a minha mãe como auxílio pois ela teve a possibilidade de ficar em casa de apoio à família. Tivemos regras que foram negociadas entre as duas: Momentos online com os amigos, ajudar nas tarefas de casa, fazer caminhadas na natureza, e até tive tempo para...

"COLINHO"

Dadas as circunstâncias, são desaconselhadas todas as formas de toque como o beijo ou o abraço, e incentivado o distanciamento. Mas como se nega um colinho quando se está a trabalhar rodeado de pequenas vidas que na inocência da sua infância, nos procuram em bicas de pés a pedir colinho (seja por carência, porque se magoou ou pela birra do sono)? Como se recusa receber nos nossos braços um ser que passa parte do seu dia ao nosso lado e confia em nós? Como podemos “rejeitar” uma criança a quem por vezes acabamos de dar um “ralhete” e se nos lança ao pescoço e se enrosca a tentar entrar-nos pelo coração dentro? Ou outras (por vezes em batalhão), que quando chegamos e manifestando a alegria genuína por nos ver, correm de braços abertos que rodeiam a nossa cintura e por vezes sem palavras ficam apenas a sentir-nos e a fazerem sentir-se? Por isso, coloco nas mãos de Deus, e cumprindo com o que me é possível ao máximo, destes momentos não consigo abdicar ou recusar. De coração sempre apertad...