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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

O CALONDRO

Fonte: www.saberescruzados.wordpress.com   Hoje, o meu pequeno almoço teve um doce sabor, sabor esse que há muito desejava provar, um doce tradicional de Guimarães, já se faz este doce há cem anos, usando o Calondro. Tenho de agradecer a uma pessoa que teve a amabilidade, ao saber deste meu desejo, de o fazer chegar até mim. A vida às vezes dá-nos estas surpresas maravilhosas, as da gentileza. Obrigada! A título de curiosidade. Camilo Castelo Branco, refere, pelo menos em dois dos seus romances, os calondros. Em “Gracejos que matam”1875 (Novelas do Minho) Irene e Jaques Smith amantes, encontraram em Madrid o marido desta com “duas francesas do café-concerto”  tendo Jacques Smith comentado: “-E tu a imaginá-lo a semear ‘calondros’ em Basto...” Outra referência em “O cego de Landim” (Novelas do Minho) 1876 “Invadiram-lhe judicialmente a casa, e encontram, para maior prova de crime, um açafate de maçãs camoesas, dois ‘calondros’ e algumas batatas que Narcisa recolhera, de colheit...