Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta felicidade

INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

QUEM SOU EU?

É curioso porque inconscientemente já me perguntei por diversas vezes quem sou eu, o que faço aqui, que metas tenho na vida. É só isto que vai ser a minha vida?  Já culpei pessoas por achar que elas não me deixaram ser quem eu queria. Já achei que tinha certezas sobre tudo, mas depois comecei a ter dúvidas. Já tive um turbilhão de sentimentos contraditórios dentro de mim, questionando-me sobre as minhas qualidades, sobre os meus objetivos de vida, sobre a vida que quero.  Às vezes parece que a sociedade nos impinge um modelo de vida que temos todos de ter, sem o qual nunca seremos felizes... mas depois, aos poucos, e com uma orientação perfeita, fui descobrindo que os modelos parametrizados de pessoas que existem na sociedade não são para mim.  Eu sei agora o que me faz feliz. Sei o que quero, o que preciso... e só preciso, antes de mais, de ser sincera comigo mesma. Não adianta vestir o último grito da moda se essa moda não se identifica comigo. Não adianta tentar ser um...

SONHO

  O céu estava azul, limpo e só se via uma nuvem, grande, branquinha, tal e qual um bocado de algodão.  E lá no meio do algodão estava ela, sentada, extasiada.  Porque podia olhar cá para baixo e ver que estava tudo calmo, tudo no seu devido lugar. Os países com as suas cidades bem ordenadas, limpas e organizadas. Os jardins bem tratados. Os lagos e os rios límpidos, até se vislumbravam os peixes lá bem no fundo,  alguns e outros vinham à superfície, davam um salto e mergulhavam. Ela estava perturbada com o silêncio que reinava à sua volta. Era demais tanto silêncio. Prestou atenção e afinal havia o suave piar dos pássaros. Prestou mais atenção e viu as pessoas, cada uma delas dedicada aos seus afazeres. Empregos, compras, desporto, passeios nos jardins, idas ao cinema, animais a passear, pessoas a namorar. Tudo organizado, tudo em paz, tudo a correr bem qualquer que fosse o país.  Pessoas felizes nas suas rotinas.  Mesmo os menos abastados viviam tranquilo...

O MEU NATAL

Não resisto a escrever sobre o natal, porque a cada dia que passa me apercebo do quanto era diferente o meu natal, num tempo em que tudo para mim era magia e felicidade, num tempo em que me bastava olhar o meu pai e a minha mãe para me sentir a pessoa (criança) mais rica e mais feliz do mundo. Éramos uma família simples, de uma freguesia rural, daquelas em que a mãe cuidava das lides domésticas, e o pai, nestes dias, regressava a casa tarde, pois aproveitava para vender um pouco mais e, por isso, fechava a “mercearia” de que era proprietário, na cidade, bastante mais tarde do que o habitual.   Na noite de natal, o pai trazia nozes, figos e deliciosos chocolates Regina, em forma de coração e de guarda-chuva. De os lembrar, quase salivo. Não havia televisão, e música só a que o Rádio Club de Angra emitia, à qual acho que ninguém prestava grande atenção. Não havia presentes embrulhados pelas mãos das meninas das lojas, de forma impessoal. Não havia muitas iguarias a encher a mesa...

A palavra GORDA

Detesto a palavra GORDA (entre outras). Desde criança que sempre ouvi comentarem com a minha mãe "a tua filha é mesmo forte" ou "a tua filha é muito cheiinha" Desde a primária que sempre me chamaram de gorda, mas sempre fui levando ou comia mais ou andava à porrada sempre que o ouvia. No ciclo a única altura que notei diferença foi quando jogávamos ao "aí vai aço", quando era a minha vez fugiam todos☺️ e só dava para segurar na testa do primeiro 😃, mas não posso dizer que o facto de ser gorda me impediu de ter amigas ou dar me bem com os colegas de turma. Continuei cheiinha até que fui mãe, aí fiquei com um apetite voraz e comia imenso até que cheguei aos 120 kg e, sinceramente não me sentia bem e já não me olhava ao espelho para ser sincera, quando precisava de comprar roupa, apenas via se era largo o suficiente e de cor preta. Um dia, a brincar com a minha filha veio o verdadeiro click, pois ela atirou um brinquedo para o chão e eu não o consegui apanha...

AMAR SEM DEIXAR DE AMAR

Na vida quantos de nós vivemos, ou melhor, não vivemos um amor que achávamos ser de uma forma tremenda, verdadeiro e puro? Quiçá, até para a vida toda? Talvez até nos atrevêssemos a dizer que, aquele era ou seria, porque acreditávamos, “o amor da nossa vida”! Aquele amor que transforma, aquele que incondicionalmente quer existir para ser e, dar tudo! Aquele que pode passar por nós apenas uma vez na vida, pelo menos desta forma! Eu, não diferente de muitos de vocês também já senti o mesmo… Gostei, ou melhor, gosto daquela pessoa que, simplesmente não pode ser, seja por que motivo for, “nossa”. Com esta minha partilha queria apenas dizer-vos que o amor pode, efectivamente ser impossível de ser vivido na sua plenitude, mas, marca, ensina e permite-nos muitas vezes, mesmo sem o podermos viver, olhar para ele de uma forma real e existente.  Tudo isto, vai depender somente da forma como o aceitamos e encaramos. No meu caso, a vida deu-me a oportunidade de poder amar esta pessoa tão simpl...

A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE “A DOIS” …

A Maternidade como disse uma vez um amigo que tenho “É a melhor e, a talvez a “pior” coisa que existe.” Talvez os pais e mães que possam ler este pequeno texto percebam aquilo que estou a dizer… Contudo o que me traz aqui é mesmo partilhar com cada um de vocês a experiência de viver a Maternidade, neste caso a duas, Mãe e Filha. Resumidamente, se é que é possível fazê-lo, vou partilhar a experiência de ter sido mãe solteira. Um dia, noutro texto explico-vos se quiserem porquê! 😉   Antes de mais sou a Nair e, tenho atualmente 40 anos. Sou mãe desta maravilhosa menina que mudou a minha vida completamente e para sempre...  A Sofia tem 12 anos feitos em Janeiro e foi um bebé muito desejado, mas mais por mim… Fui mãe solteira embora namorasse há já quase 5 anos mas, mamãs... esta foi a melhor decisão que já tomei em toda a minha vida, nada, mas mesmo nada, substitui este inexplicável  AMOR.  A minha vida ganhou O MOTIVO pelo qual tudo vale a pena. A Sofia é uma criança s...