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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

A NOTÍCIA QUE NINGUÉM QUER OUVIR: 1ª ETAPA (continuação)

Finalmente chega a enfermeira e com ela toda a parafernália necessária para se dar início ao tal tratamento de quimioterapia local. Foste informado dos respetivos procedimentos e pela tua cara pude intuir que estavas muito decidido a levar por diante mais um desafio. O tratamento começou. O relógio começou também a contar. Era preciso que “aguentasses” duas horas, alternando, as posições corporais, tal como entretanto te foram explicadas. Cerca de 15 minutos depois, começo a ver que a tua cara está a modificar. Olho-te e vejo que a tua face mostra sofrimento e alguma intolerância. Tento distrair-te mas, sem sucesso. Procuro que te concentres noutra coisa mas, não consigo mesmo. Após 40 minutos pedes-me que chames a enfermeira. Assim faço e somos informados que mal termine de apoiar um outro doente, virá ter contigo. Sinto-te muito aflito. Sinto que estás desesperado. Dizes-me que não aguentas mais. Imagino que só não gritas por vergonha. Uns minutos ...

A NOTÍCIA QUE NINGUÉM QUER TER: A PRIMEIRA ETAPA

(continuação da publicação anterior) Engolir, engolir, fazer com que as lágrimas não cheguem a cair. Esse é o meu grande desafio nesta hora. Não posso demonstrar o quão aflita estou. Tenho de dar coragem, tenho de sorrir, apesar da minha alma, mais não fazer do que chorar. Passam alguns dias e após variadíssimos exames complementares de diagnóstico, ficámos a saber que não tens apenas um, mas sim dois órgãos afetados por essa monstruosa doença. Recebemos um telefonema e eis que outro momento de tensão, se instala. Vais ter de te submeter a uma cirurgia, antes de iniciares os tratamentos que te foram já prescritos. Sinto que se está a lutar contra o tempo. Tu pareces-me muito decidido. É preciso lutar, dizes tu. Começaram os procedimentos inerentes à tua primeira cirurgia. Eu, aqui me encontro, muito atenta a todo e qualquer pormenor. Nada pode escapar. Tenho de estar à altura das tuas reais necessidades. Estudo, leio muito sobre a tua doença. Não sei exa...

A GESTÃO DE SENTIMENTOS

Na atual sociedade de consumismo, onde se idolatra a economia, em detrimento da qualidade de vida, as relações humanas, assumem um importantíssimo papel. Os excessos de planeamento funcional começam a dar lugar a um planeamento estratégico, com alguma flexibilidade. É usual olharmos para uma notícia acerca de um sem abrigo e logo no nosso cérebro, tem lugar um sentimento de compaixão, de tristeza, quem sabe se de revolta até. Deparamo-nos com uma criança descalça, seminua, sem os elementares cuidados de higiene e de imediato nos sentimos quase como culpados por apesar dos agasalhos que trazemos, ainda sermos capazes de dizer – que frio que está hoje!!! Falando então sobre sentimentos e sobre a gestão dos mesmos, será importante, pararmos para refletir um pouco. Vejamos por exemplo o que acontece com os adeptos de uma equipa de futebol, quando esta atravessa um período de sucesso: Os seus adeptos, sentem-se motivados, acompanham a equipa para todo o lado, incenti...