Manhã de domingo. Chego à cozinha para preparar o café e apercebo-me que algo de anormal se passa. O chilrear de pássaros é quase ensurdecedor e acompanhado de voos rasantes à copa das árvores de pequeno porte do jardim. Percebo que se tratam de melros-pretos como habitualmente os chamamos, e isso faz-me lembrar de um ninho que foi construído, esta primavera, numa dessas árvores, e que tem sido protegido com todo o carinho, pelo meu marido, de modo a evitar o assalto de algum dos nossos quatro gatos. Aproximo-me da porta, e vejo vários outros (conto quinze), empoleirados nos fios elétricos que por ali passam, e que é deles a “sinfonia” que me chamou a atenção. Para além disso, vejo que o casal nosso protegido voa incessantemente da árvore do ninho para outra que lhe fica perto, e que enquanto o faz, emite um chilreado ainda diferente de todos os outros. Esquecendo-me do café e do pequeno almoço, deixo-me ficar a assistir, fascinada, ao que percebo ser o incentivo dos pais que, com o se...
O que já é hábito não causa surpresa... Curioso??