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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

ANIKI BOBÓ

Eu tenho destas coisas. Às vezes isto acontece-me e eu fico admirada e preocupada. Mas isto o quê? Vou dar o exemplo mais recente, recentíssimo mesmo. Estava esta manhã a tratar de mim na casa de banho e de repente lembrei-me de Aniki Bobó. Porquê, não sei. Não tinha comigo qualquer leitura nem áudio que me tivesse levado a pensar neste filme. Que nunca vi aliás. E eis senão quando, passada uma hora mais ou menos, sentada já a mesa do café a ler o meu JN como faço todos os dias, ao abrir a respectiva revista Notícias Magazine, mais ou menos a meio, está um artigo precisamente sobre este filme, a primeira longa metragem do Manoel de Oliveira... E esta hem? Não é assunto que se leia ou oiça falar com frequência na imprensa escrita. Então porquê isto acontecer-me hoje assim? Não é o facto de a revista publicar um artigo sobre o filme Aniki Bobó. É sim o facto de nesse dia sem ter lido ou ouvido qualquer referência ao mesmo, ter-me surgido na minha mente as palavras Aniki Bobó... Estranho?...

ESTRADA NACIONAL N.º 2 (4º DIA)

  Chaves – Faro Nacional2 4º dia: Ferreira do Alentejo/ Faro Saímos cerca das 10H00 de Ferreira do Alentejo rumo a Aljustrel. Ótima estrada, reta, cuidada e sem grande trânsito. Aljustrel é uma vila tipicamente alentejana, limpa, calma, envelhecida e que recebe bem. Obtivemos o carimbo na cafetaria ABC e continuamos o nosso trajeto para Castro Verde. Não podemos deixar de mencionar a Igreja Matriz / Basílica Real de Castro Verde. Uma pequena relíquia de talha dourada e painéis de azulejo do séc XVIII que retratam a Batalha de Ourique. Seguimos viagem para Almodôvar onde obtivemos o carimbo no quartel nos Bombeiros. No largo onde se situa o quartel um original monumento que homenageia os bombeiros da vila. Convém acrescentar que foi num dos quartéis de bombeiros onde obtivemos carimbos que estavam a realizar um estudo sobre os visitantes da Estrada Nacional 2. Focavam-se nos seguintes itens: modo de transporte, número de pessoas no veículo, idade dos visitantes e número de dias que ...

ESTRADA NACIONAL N.º 2 (3º dia)

3º dia : Sertã/ Ferreira do Alentejo Após o pequeno almoço partimos para Vila de Rei. A N2 passa a ser uma das estradas principais a ligar os concelhos a visitar, mais larga e bem cuidada. Em Vila de Rei a visita ao Centro Geodésico merece uma referência. A paisagem que se avista é esmagadora. Uma estrutura de apoio que inclui um pequeno espaço museológico e uma cafetaria. O essencial. Esta estrutura é explorada por um lisboeta, João Vicente Rosa, que fugiu da cidade grande com a família e jura que nunca mais quer regressar a Lisboa. Num ano em Vila de Rei já rejuvenesceu cinco. Obtivemos dois carimbos, um normal e o único selo branco de todo o percurso.  Um pouco à frente esperava-nos a vila do Sardoal, pequena e florida, onde o carimbo foi obtido no posto de turismo. Um frémito de emoção, aqui nasceu a minha filha Marta e já não visitava a vila há muitos anos. Seguiu-se o concelho de Abrantes, onde ficamos a conhecer mais um pormenor. Não é necessário passar pela sede do concelho...

ESTRADA NACIONAL N.º 2 (2º dia)

  2º dia : S. Pedro do Sul/ Sertã De manhã, cerca das 10 horas, partimos para Viseu e obtivemos o carimbo no restaurante “O Tosco”. Pouco adiante, em Tondela, carimbamos o passaporte duas vezes, no museu municipal de terras de Besteiros e na câmara municipal. Muita simpatia em ambos os locais. Uns quilómetros adiante Santa Comba Dão. Um pequeno casco histórico muito bem cuidado e imensa simpatia das suas gentes. Obtivemos o carimbo no posto de turismo e seguimos para Mortágua. Nesse trajeto o IP3 sobrepõe-se à nossa estrada. Infelizmente, no troço em que a N2 se mantém, a mesma não se encontra em boas condições. É o pior troço de toda a N2. Obtivemos o carimbo nos bombeiros Voluntários de Mortágua. Continuamos para Penacova e obtivemos o carimbo na câmara municipal. A fotografia do emblema do núcleo local do Sporting também figura no nosso portfólio. Entre estes concelhos as distâncias são sempre pequenas, na ordem da vintena de quilómetros. Seguiu-se Vila Nova de Poiares. Aqui obt...

ESTRADA NACIONAL N.º 2

….e aqui vamos nós para a aventura de realizar a N2. 1º dia: Chaves / S. Pedro do Sul Em Chaves a localização do quilómetro zero contou com a preciosa colaboração de um macaense dono de uma loja que costumamos chamar “loja de chineses”. Era filho de um português que  tinha sido mobilizado como militar para Macau e de uma chinesa. Era o único de cinco irmãos que tinha nascido em Portugal continental. Os restantes tinham nascido em Macau, quando ainda era território português. Também nos ajudou a encontrar o posto de turismo da Câmara onde obtivemos o passaporte e o primeiro carimbo. O dia estava agradável, algo frio mas soalheiro e chegamos com facilidade a Vila Pouca de Aguiar. Os locais mais comuns para obtenção de carimbos são autarquias, postos de turismo, GNR, Bombeiros (municipais e voluntários), museus, cafetarias, restaurantes, hotéis e outros tipos de alojamento. O carimbo desta localidade foi obtido na GNR. Continuando a viagem, chegamos a Vila Real. Em Vila Real o carimbo...

ESPÍRITO DE NATAL

Chega dezembro, e nada me motiva para o espírito natalício que sinto acontecer à minha volta. São as montras repletas de decorações, as luzes das iluminações das ruas, e a feira de natal que se enche de gente. Nada disto me anima e quase me irrita. Mas é natal, dizem-me, como se isso bastasse para me alegrar.  Chego assim ao dia 16 de dezembro, em que decido que tenho mesmo de fazer algumas compras obrigatórias. Saio cedo, pois não me apetece andar em lojas repletas de gente, com sacos cheios, a esbarrar em tudo e todos, e a desejar bom natal quer nos conheçam quer não. Já na rua, apercebo-me de um desfile de crianças que, vindas de escolas e colégios do concelho, enche por completo a nossa Rua da Sé. Vejo os olhinhos dos pequeninos a brilharem nos seus fatinhos de pai natal, e até vejo o Tomé, meu sobrinho bisneto, vestido de S. José, a abrir o grupo do seu colégio. Lindo o “meu” Tomé. Chamo-o, digo-lhe que está lindo, presenteia-me com um lindo sorriso, e segue muito compenetrado...

LUZES BRANQUINHAS E O NATAL

O Natal sempre foi para mim uma festa mágica, feliz e alegre. Sim, mas isso foi há muito, muito tempo. Nesse tempo, era eu uma criança e depois uma adolescente e até como jovem adulta, eu vivia esta quadra com muito interesse, tanto nas decorações como nas prendas que comprava sem dificuldade em escolher o mais adequado para cada pessoa que iria receber o meu miminho.  Depois, e o depois para mim foi o ponto final nesse entusiasmo, perdi o interesse em tudo.  Porquê? Porque perdi os meus entes queridos. Perdi os meus pais. Eu sou filha única e a partir daí senti que não devia festejar porque eles não estavam cá para me acompanhar na alegria do Natal. Tenho boas recordações da quadra natalícia passada em casa de meus pais. Era tudo perfeito. E fui perdendo mais familiares e amigos e parece me ingrato eu festejar sem todos eles. Depois vieram os netos e eu pensava que isso me iria ajudar. Mas não. Sinto a mesma nostalgia sobretudo pela ausência de meus pais. Eu sei que a vida é ...