Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

"APRENDER A AMAR ALGUÉM NÃO É ALGO QUE SE IMPROVISA”

Saber amar aprende-se desde pequeno, com todos os exemplos que vamos vendo. Há muita gente que não sabe amar, a atração pelo outro é natural e normal, mas pode ficar só por aí, virar paixão, mas se não tivermos aprendido o que é o amor, nunca chegaremos a algo supremo e  que se vai construindo ou destruindo, tudo depende da nossa capacidade de ultrapassar o nosso eu, e transformá-lo noutro sentimento onde se deixa entrar o outro, sem perdermos a nossa individualidade. Uma habituação cómoda e confortável pode não ser amor, mas amizade que pode ser agradável e duradoura. PS: a frase entre aspas que serve de título é do Papa Francisco. Fernanda Drumond

(DES)ILUSÕES

  Confesso que não contava desta vez escrever novamente sobre crianças, para que não fosse “mais do mesmo”. Mas foi inevitável. Li esta semana um artigo, e posteriores comentários sobre o mesmo, em que a jornalista era simultaneamente a mãe envolvida na história. E eu, que achava que já não me surpreendia com qualquer coisa, fiquei completamente “ouriçada”. No caso, uma criança de 5 anos que segundo descrição da mãe era toda ela alegria e espírito sociável, que tinha o seu grupo de amigos constituído em cada espaço e atividade que frequentava, manifestou tristeza e desânimo nas aulas de ballet. Partilhara com o pai que as outras meninas não queriam ser suas amigas porque “PARECES POBRE” (palavras cruelmente dirigidas). Como é possível? Que adultos estaremos a criar? Que valores, ou falta deles, estamos a deixar para um futuro que é mais próximo do que imaginamos? Esta mãe, jornalista, apresentou a sua recente realidade de teletrabalho (pós pandemia) e as consequências de “maus hábi...

FAÍSCA EM TANQUE CHEIO DE COMBUSTÍVEL

Costumo acompanhar e com muito interesse, a evolução das carreiras profissionais e o que isso quer na realidade dizer. Olho para os telejornais e vejo as manifestações constantes de pessoas que se sentem injustiçadas nas suas carreiras. Neste momento vem-me à cabeça as manifestações de professores que pelo país fora e de forma organizada, vão engrossando em número e vai-se sentido nas suas palavras, cada vez mais, injustiça, “raiva”, etc. Conheço muitos jovens que estão à procura de emprego para finalmente poderem sair de casa dos seus pais. Procuram desenfreadamente profissões ligadas à sua extensa formação académica. Digo extensa, pois quase que me atrevo a referenciar que os jovens hoje, vão de curso em curso, até esgotarem todas as hipóteses, ou até se fartarem. Nunca vi tanta qualificação literária. Quando tentam entrar no mercado de trabalho e não conseguem, optam por esconder algumas das suas valências académicas para que, quem recruta, se possa interessar pelo seu currículo....

O CALONDRO

Fonte: www.saberescruzados.wordpress.com   Hoje, o meu pequeno almoço teve um doce sabor, sabor esse que há muito desejava provar, um doce tradicional de Guimarães, já se faz este doce há cem anos, usando o Calondro. Tenho de agradecer a uma pessoa que teve a amabilidade, ao saber deste meu desejo, de o fazer chegar até mim. A vida às vezes dá-nos estas surpresas maravilhosas, as da gentileza. Obrigada! A título de curiosidade. Camilo Castelo Branco, refere, pelo menos em dois dos seus romances, os calondros. Em “Gracejos que matam”1875 (Novelas do Minho) Irene e Jaques Smith amantes, encontraram em Madrid o marido desta com “duas francesas do café-concerto”  tendo Jacques Smith comentado: “-E tu a imaginá-lo a semear ‘calondros’ em Basto...” Outra referência em “O cego de Landim” (Novelas do Minho) 1876 “Invadiram-lhe judicialmente a casa, e encontram, para maior prova de crime, um açafate de maçãs camoesas, dois ‘calondros’ e algumas batatas que Narcisa recolhera, de colheit...

ANIKI BOBÓ

Eu tenho destas coisas. Às vezes isto acontece-me e eu fico admirada e preocupada. Mas isto o quê? Vou dar o exemplo mais recente, recentíssimo mesmo. Estava esta manhã a tratar de mim na casa de banho e de repente lembrei-me de Aniki Bobó. Porquê, não sei. Não tinha comigo qualquer leitura nem áudio que me tivesse levado a pensar neste filme. Que nunca vi aliás. E eis senão quando, passada uma hora mais ou menos, sentada já a mesa do café a ler o meu JN como faço todos os dias, ao abrir a respectiva revista Notícias Magazine, mais ou menos a meio, está um artigo precisamente sobre este filme, a primeira longa metragem do Manoel de Oliveira... E esta hem? Não é assunto que se leia ou oiça falar com frequência na imprensa escrita. Então porquê isto acontecer-me hoje assim? Não é o facto de a revista publicar um artigo sobre o filme Aniki Bobó. É sim o facto de nesse dia sem ter lido ou ouvido qualquer referência ao mesmo, ter-me surgido na minha mente as palavras Aniki Bobó... Estranho?...

ESTRADA NACIONAL N.º 2 (4º DIA)

  Chaves – Faro Nacional2 4º dia: Ferreira do Alentejo/ Faro Saímos cerca das 10H00 de Ferreira do Alentejo rumo a Aljustrel. Ótima estrada, reta, cuidada e sem grande trânsito. Aljustrel é uma vila tipicamente alentejana, limpa, calma, envelhecida e que recebe bem. Obtivemos o carimbo na cafetaria ABC e continuamos o nosso trajeto para Castro Verde. Não podemos deixar de mencionar a Igreja Matriz / Basílica Real de Castro Verde. Uma pequena relíquia de talha dourada e painéis de azulejo do séc XVIII que retratam a Batalha de Ourique. Seguimos viagem para Almodôvar onde obtivemos o carimbo no quartel nos Bombeiros. No largo onde se situa o quartel um original monumento que homenageia os bombeiros da vila. Convém acrescentar que foi num dos quartéis de bombeiros onde obtivemos carimbos que estavam a realizar um estudo sobre os visitantes da Estrada Nacional 2. Focavam-se nos seguintes itens: modo de transporte, número de pessoas no veículo, idade dos visitantes e número de dias que ...

ESTRADA NACIONAL N.º 2 (3º dia)

3º dia : Sertã/ Ferreira do Alentejo Após o pequeno almoço partimos para Vila de Rei. A N2 passa a ser uma das estradas principais a ligar os concelhos a visitar, mais larga e bem cuidada. Em Vila de Rei a visita ao Centro Geodésico merece uma referência. A paisagem que se avista é esmagadora. Uma estrutura de apoio que inclui um pequeno espaço museológico e uma cafetaria. O essencial. Esta estrutura é explorada por um lisboeta, João Vicente Rosa, que fugiu da cidade grande com a família e jura que nunca mais quer regressar a Lisboa. Num ano em Vila de Rei já rejuvenesceu cinco. Obtivemos dois carimbos, um normal e o único selo branco de todo o percurso.  Um pouco à frente esperava-nos a vila do Sardoal, pequena e florida, onde o carimbo foi obtido no posto de turismo. Um frémito de emoção, aqui nasceu a minha filha Marta e já não visitava a vila há muitos anos. Seguiu-se o concelho de Abrantes, onde ficamos a conhecer mais um pormenor. Não é necessário passar pela sede do concelho...