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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE “A DOIS”… II

Depois de resumidamente ter partilhado a minha experiência de vida como mãe solteira que fui e, como o prometido é devido aqui estou eu para vos explicar também o contexto que levou a isto. Mas, antes queria dizer-vos que para mim hoje, ao fim de 12 anos, é percetível que tudo foi exatamente como tinha de ter sido. Se gostava que tivesse sido diferente? Gostava!  Mas, porque acredito que tudo na vida tem um propósito, também esta minha decisão, sozinha, teve o seu. Para quem tiver lido a primeira parte deste artigo conseguirá perceber o enquadramento, caso contrário, se tiverem curiosidade leiam 😉 Depois de quase 5 anos de relacionamento e, 4 deles não diretamente assumidos perante alguns familiares por situações controversas de um divórcio pelo qual o pai da Sofia estava há já alguns anos a passar, eis que sem contar, sem programar descubro que estava grávida. Nada foi premeditado ou propositado embora, no desespero, a determinada altura até isso tivesse colocado em causa. O dese...

A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE “A DOIS” …

A Maternidade como disse uma vez um amigo que tenho “É a melhor e, a talvez a “pior” coisa que existe.” Talvez os pais e mães que possam ler este pequeno texto percebam aquilo que estou a dizer… Contudo o que me traz aqui é mesmo partilhar com cada um de vocês a experiência de viver a Maternidade, neste caso a duas, Mãe e Filha. Resumidamente, se é que é possível fazê-lo, vou partilhar a experiência de ter sido mãe solteira. Um dia, noutro texto explico-vos se quiserem porquê! 😉   Antes de mais sou a Nair e, tenho atualmente 40 anos. Sou mãe desta maravilhosa menina que mudou a minha vida completamente e para sempre...  A Sofia tem 12 anos feitos em Janeiro e foi um bebé muito desejado, mas mais por mim… Fui mãe solteira embora namorasse há já quase 5 anos mas, mamãs... esta foi a melhor decisão que já tomei em toda a minha vida, nada, mas mesmo nada, substitui este inexplicável  AMOR.  A minha vida ganhou O MOTIVO pelo qual tudo vale a pena. A Sofia é uma criança s...

O SOFRIMENTO DA PERDA

Quem nunca?  Quem nunca (infelizmente) passou por um sofrimento atroz de uma perda? Quando falo em perda, seja de algo demasiado preciso porque suporta um conjunto de memórias, seja por uma pessoa ou por um animal? Perda… Morte… Sofrimento… Sentimento de impotência… Sentimento de perda… Tristeza profunda… Quando perdemos alguém, familiar, amigo, colega de trabalho, dizemos sempre que não sabemos como vamos seguir em frente e viver do mesmo modo depois desta perda. A morte, em termos científicos, é tão somente o desligar do corpo, da matéria, do conjunto de células, órgãos e aparelhos. Mas seremos somente isto? Não. Somos alegrias, tristezas, percursos de vida, trabalhos, personalidades, “alma”… Em cada religião, a morte é encarada de modo diferente. Tendemos a crer que a vida surge após a morte. A vida do que chamamos alma ou espírito. Mas como é que isto acontece? Quantos de nós já ouvimos dizer: “és tal e qual a pessoa X!” Seremos nós os substitutos dos que já morreram? Seremos n...

OS NOSSOS PAPÉIS

Cedo aprendi que cada um de nós é muito mais do que os nossos genes nos fornecem. Somos fruto do que vivemos em maior escala do que o que a hereditariedade faz por nós.  Certo: os nossos genes são importantíssimos para definir as nossas características físicas e traços visíveis como a altura, estrutura, cor de olhos e cabelo e formato das unhas. Estas características são únicas e apenas nossas.  Como chegamos daqui ao desenrolar dos nossos vários papéis que vamos assumindo ao longo da vida? Tendo pais, somos filhos. Havendo irmãos, somos irmãos e podemos ir subindo na árvore genealógica. Alguns dos nossos papéis são-nos ensinados e passados pelos nossos educadores primários. Outros, ninguém nos ensina nem transmite.  Ao longo da vida, vamos escolhendo conforme queremos mostrar-nos perante os outros. Vamos investindo no que consideramos importante e mais benéfico: estudar ou não, ser informado ou não, ser curioso ou não. É exatamente neste ponto que definimos os nossos pap...

EU CHEGUEI DEPOIS

Entrei há quase 6 anos para uma família de seis pessoas. Seis pessoas com passados, regras, hábitos, usos e costumes. Seis pessoas pouco flexíveis no seu modo de atuação. Era o que era e assim é. Era assim em tudo: em quem manda, em quem controla o quê e como, em quem toma decisões, em quem tem de obedecer obrigatoriamente e sem se rebelar!  Tomaram como adquirido que também eu me fosse enquadrar e aceitar perfeitamente neste ritmo alucinante do “é assim”! Por vários momentos e por ocasiões muito especiais, olhei ao espelho e fiz o excruciante exercício de pensar: “estou errada?” e qual o meu espanto quando questiono pessoas fora da história e que me elucidaram, disseram: “NÃO!”.  Quando cheguei depois de tudo isto existir ASSIM, também eu própria vinha moldada com passados, regras, hábitos, usos e costumes. Mas igualmente com a minha chegada, houve também um ponto final no que quer que fosse que existisse até então. Coisas como: mais um prato na mesa, mais uma pessoa a ter em...

ONDE ESTÁ O MEU SORRISO?

Hoje v ou partilhar com vocês a minha tristeza pelo facto de eu não rir. Parece estranho mas é verdade. Lembro-me muito bem do meu passado de criança, de adolescente e de adulta em que eu conseguia sorrir, rir muito e dar gargalhadas. Por vezes, a vida encarrega-se de nos modificar, para o bem e para o mal. Os problemas que se instalam em nós, deixam marcas, mesmo aqueles que são solucionados. Fica sempre  uma marca. Há pessoas optimistas. E há as pessimistas, que são facilmente derrotadas pelos contratempos que aparecem pelo caminho. Eu tive os meus problemas, tive. Alguns eu resolvi. Outros nem tanto.  Será por isso que sou uma pessoa cheia de melancolia? Ou será que foi o medo da COVID-19 que me deixou assim? Realmente, estou pior desde que a pandemia se instalou entre nós. Tenho medo por mim e pelos meus. Por isso não facilito, como muitas pessoas já estão a fazer. E as consequências estão à vista em alguns pontos do país. Dou-vos um conselho. Sejam optimistas. Reajam. Mas...

VAMOS ARRUMAR?

Ao longo da nossa vida vamos acumulando coisas e mais coisas, tralha e mais tralha. Vamos comprando, vão-nos oferecendo e nós, vamos guardando.  Para as pessoas que mudam com alguma frequência de habitação, é usual que se vão desfazendo de algumas coisas, em cada mudança. Para as pessoas que não dispõem de grandes recursos, nem de grande imaginação, é frequente irem oferecendo a outros, os diferentes presentes que lhes ofereceram e que por acaso, nunca gostaram ou não sentiram utilidade. Há ainda pessoas que mais não fazem do que ir acumulando tudo. Não querem desfazer-se de nada. Sentem que as coisas são parte integrante delas e lá as vão guardando e empilhando… Por acreditar que necessitamos de espaço para que a nossa vida possa melhorar, tenho por hábito fazer frequentes revisões às minhas coisas e ir dando a quem entendo que vai apreciar ou em alternativa,  a associações que se predispõem a vir a nossa casa buscar para entregar a quem necessite. Com esta última opção, ganh...