Avançar para o conteúdo principal

INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

FALTA DE CIVISMO


Indignação ou irritação? Não sei como descrever o que sinto quando nas minhas caminhadas encontro no percurso lixos mais estranhos para além da já implícita falta de civismo. Infelizmente, todos nós temos conhecimento do que ainda falta consciencializar as pessoas para a preservação e respeito pela natureza e espaços públicos, continuamos a ver e a tropeçar num papel aqui, uma embalagem acolá, pisamos beatas e por vezes cocós dos animais.

Vivo, e faço as minhas caminhadas numa aldeia (só para contextualizar realidades) e acompanha-me uma minorca e curiosa cadela pinscher. Por vezes, é precisamente essa curiosidade que no caminho me desperta a atenção para tais “descobertas”. Fica impaciente, a puxar e a cheirar como se de um alerta se tratasse. Para além do lixo habitual que continua a ser largado / atirado ou voado com o próprio vento, fico incrédula com algum com o qual me tenho cruzado e para tal não encontro qualquer explicação, se para um papel, uma beata ou o maço vazio dos cigarros, algo de um lanche conseguimos perceber (não a atitude mas a ação), como vai parar a uma ecovia uma coleção exclusiva de cotonetes usados? Mais, o que leva alguém que se dá ao cuidado de se acompanhar dos sacos e recolher os dejetos do seu cão (e bem…) e depois jogá-los na rua encostados a um muro? Percebi que era rotina porque já eram 3. Leva-me a concluir que a pessoa apenas recolhe se vê que é vista e livra-se do presente logo que pode. Falo de uma rua curta em que à mesma distância quer para uma direção quer para outra, se encontra pertíssimo dos contentores. 

Longe de incentivar a que o façam (até porque eu também levo o saquinho e recolho) mas a não ser para fazer bem feito, é preferível deixar o presente do bichinho no chão que pelo menos não poluía com o plástico e a chuva lavava.

Haja sentido! Haja civismo!

O.C.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

OLHAR DE FORA PARA DENTRO

Caro leitor,  Pode efetivamente soar estranho quando se diz olha de fora para dentro, mas é exatamente por isso que vou abordar esta visão.  Todos nós olhamos o mundo de dentro para fora com os nossos valores e crenças e preconceitos.  Vim de férias para um sítio onde já fui muito feliz tanto na infância como na minha adolescência. Nada está como era. Nada. Nem as pessoas nem os hábitos nem os sítios.  E obrigou-me a olhar de fora para dentro. E eu como estou? Como mudei? Que dores trago? Que felicidades ganhei ao longo dos anos? Quais as coisas realmente importantes com as quais me devo preocupar?  Ter a capacidade de fazer e melhorar este processo permite que consigamos olhar melhor. Perceber melhor. Sentir melhor.  E por aí? Vamos olhar de fora para dentro e tentar colocarmo-nos no lugar do outro?  Mjsoares

NOVACIONISMO

Uma das minhas ocupações preferidas nos tempos livres é fazer palavras cruzadas ou cruzadexs. Num destes dias apareceu-me a palavra “NOVACIONISMO” que despertou a minha curiosidade por desconhecer por completo o seu significado. Fui investigar e quando dei por mim estava no Século III. NOVACIANO foi papa interino entre São Fabião e São Cornélio. Portanto NOVACIONISMO deriva do nome de Novaciano que foi considerado antipapa e que se opunha à integração dos “renegados” cristãos daquele tempo. A seguir podem ler alguns excertos de textos que encontrei na internet sobre NOVACIANO e NOVACIONISMO. Novaciano Antipapa, de origem oriental, foi para Roma durante o pontificado de São Fabião (236 -250) e ordenado presbítero por este, apesar de contrariar o costume de não se poder ordenar alguém que tinha sido batizado apenas por estar às portas da morte, como terá acontecido a Novaciano algum tempo antes. Esta ordenação resultou do grande apreço que São Fabião tinha pelas qualidades de Novaciano, ...

SOBRE PESSOAS

  Saí da minha rotina durante cinco dias, viajei. Não muito tempo, nem para muito longe, mas durante esse período apreciei pessoas. Não que habitualmente não o faça, mas em férias estamos mais disponíveis, mais atentos, mais predispostos e com menos distrações/ocupações. Apreciei os opostos presentes na postura e nos comportamentos das pessoas, desde a imensa simpatia e disponibilidade da “equipa” do hostel onde fiquei (todos ingleses) que confiam em pleno nos seus hóspedes e transmitem, assim, igualmente essa confiança, bem como noutros locais: cafés, restaurantes, supermercados com agradável atendimento. Cruzei com desconhecidos na rua, que percebendo-nos de malas, na direção da localização dos transportes, nos desejarem boa viagem de regresso. Contudo, encontrei também quem estava ali a “fazer frete” e alguém até a roçar a arrogância ou antipatia (por acaso, chinesa) nesse mesmo tipo de locais. Bem como na rua um ciclista (português que até ostenta a bandeira) com os alforges da...