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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

NÓS



É tão fácil falar. É tão fácil dizer que nos devemos comportar desta ou daquela forma. Há até quem ache “careta” seguir as regras que os nossos avós e pais nos transmitiram.
Será que é assim tão difícil regermo-nos por regras básicas de convivência?
Há vários ditados populares, mas o ditado que em nosso entender, melhor se aplica aqui é: “Não faças aos outros, aquilo que não queres que te façam a ti”. Pois é, muito fácil de dizer, mas é muito difícil de praticar…
Achamos sempre que temos desculpa para esta ou aquela situação, mas os outros não. Eles deveriam ter pensado antes de agir. Curioso!!! Gostamos tanto assim de nós, que passamos a vida a desculpar-nos pelos nossos erros?
Será que é mesmo assim, a melhor defesa é o ataque?
Como é possível que aconteçam situações tão amargas ao longo da nossa vida e que consigamos fingir que nada se está a passar?
O engolir em seco, o tentar não deixar cair uma lágrima que, teimosamente rola pela nossa face, o não olhar o nosso interlocutor para não lhe demonstrar o quão “má” está a ser a situação.
Depois, ah! depois, há que “levantar a cabeça” como dizem habitualmente os nossos jogadores de futebol, após uma derrota. Há que pôr as costas direitas, nariz empinado e respirar fundo. O mundo não acaba ali. É preciso que sejamos fortes e sobretudo que gostemos de nós.
Não devemos permitir que nos abalem ….

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