Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

UMA CASCATA NA VIDA

  Estamos no mês de Junho, sendo este o eleito pelo calendário para celebrarmos os Santos Populares. O dia de Sto. António já lá vai, mas ainda estão para vir S. João e S. Pedro.   Desde que me lembro de existir como pessoa, que adoro a noite de S. João; relembro ano após ano o arraial familiar na casa da minha avó materna e o cheirinho do cabrito assado no almoço dia 24 ( por muito que me esforce não consigo fazer o assado como ele fazia)!! Já na idade adulta a noite de S. João levou contornos de namoro com aquele eu viria a ser o meu marido, companheiro de 37 anos de vida e mesmo depois da sua partida, continuo a recordar aquela noite de 1982 como a melhor da minha vida.   Mas as bênçãos dos Santos Populares não foram só para mim, pois a minha filha casou no dia de Sto. António, o que nos torna de facto uma família abençoada pelos ditos santos. A vida tem várias fases e cada uma delas o seu melhor sabor, mas sem dúvida que para mim a fase de ser avó tem sido a que mais ...

A LOUCURA DO MUNDO

  Tinha decidido que hoje escreveria de novo sobre a minha viagem ao Japão, e que vos contaria algumas peripécias dignas de registo humorístico, daquelas que sempre me acontecem e me divertem ao ponto de querer partilhar com outros, e porque me faz feliz. Faz-me feliz fazer aparecer um sorriso no rosto de quem lê os meus textos, um sorriso que muitas vezes anda escondido e tarda em aparecer. No entanto, nem sempre isso é possível, e hoje não pode ser assim. Hoje tenho de partilhar convosco a minha tristeza, a minha revolta, a minha frustração. Desculpem-me mas terá de ser assim. Logo pela manhã, como habitualmente, abri o rádio para me atualizar acerca do que se passa no nosso país e para além dele, e o que fui ouvindo fez-me decidir que não concluiria o meu texto nos termos em que tinha pensado. Não tinha esse direito perante o que estava a ouvir. Se o fizesse era como se também estivesse a assobiar para o lado perante o horror que me descreviam. Apesar de ser uma peça insignifica...

A ARTE, A BELEZA E A GRATIDÃO

  Sou frequentadora assídua da Confeitaria Paulista na Maia, onde a D. Elvira e o Sr. Jorge Mendes (proprietários), fazem questão de nos receber de “braços abertos.” Tomo o meu café e pão com manteiga neste maravilhoso espaço. É um local muito familiar. Um espaço onde nos sentimos muito bem!!!  Somos bem recebidos; Bem tratados; Bem-vindos!!! Sentimo-nos em casa. A D. Elvira faz questão de nos fazer sentir únicos. Há uns dias, tive oportunidade de ver uma autêntica obra de arte saída das mãos do proprietário da Confeitaria Paulista. Trata-se da peça cuja fotografia está a ilustrar esta publicação. Ao ter acesso ao dito quadro, acreditem, que senti ARTE, que senti BELEZA e depois de saber a história que o envolve, senti que ali, existia GRATIDÃO.  Ora o Sr. Jorge Mendes, decidiu pôr mãos à obra e fazer este maravilhoso trabalho em pão. Sim, trata-se de pão e não outro material qualquer. Explicou-me as múltiplas e morosas voltas que este trabalho dá, até chegar ao resultado...

A LUZ!

A luz, a luz da vela oscilante, aquela que acompanha as nossas preces. A luz utilizada nas vigílias de causas, a dos dias especiais, a dos jantares de festa ou quando queremos um ambiente de maior intimidade. A luz que acendemos para celebrar os anos vividos e aquela que oferecemos aos nossos mortos. A luz que ilumina o caminho, o que fazemos quando caminhamos, mas também o percurso que fazemos interiormente, o que está ligado aos nossos pensamentos. Nestes dias, em que todos temos vivido a Guerra pelas imagens, relatos e todos aqueles que a sofrem na pele, parece que toda a luz se apagou, mas vai aparecer quando finalmente chegar a Paz. A luz espiritual, na que os católicos acreditam, irá iluminar os Cardeais reunidos em Conclave na Capela Sistina, e dela sairá o novo Papa. A luz de Edison, a qual há bem pouco tempo sentimos falta, no Apagão que fez tudo parar. A esperança numa luz maior, a luz ao fundo do túnel, aquela que em momentos menos bons todos temos o desejo que chegue, essa ...

SER CRIANÇA

  Diz o calendário que hoje, 1 de junho, se celebra o Dia Mundial da Criança. Apregoam-se e reivindicam-se os direitos, são promovidas imensas atividades que proporcionem diversão, alegria e também “formação”, são homenageadas as que têm o privilégio de poder ser criança mas também são lembradas as que não têm a noção do que isso é. Ser criança neste mundo atual é cruel, mas é igualmente maravilhoso; têm desde cedo muitas lutas a travar, mas ainda alguma inocência e proteção à volta. Ser criança neste mundo atual é ingrato; os que têm tudo ficam mimados, os que têm carências são negligenciados. Ser criança é instável: “ainda não tens idade para isso…” e “já não tens idade para aquilo…” Ser criança é duro: dás amor mas não tens a noção se/que és amada. A sorte que define cada criança depende da família onde nasce, a sua realidade depende das circunstâncias da sua terra/ do seu país, a sua formação depende das oportunidades que se lhe apresentam ou das que lhe faltam, o seu futuro de...

A TODAS AS MÃES DO MUNDO

Ser MÃE é tão, mas tão especial que, recebemos mais do que um texto para a homenagear. Como só podíamos fazer uma publicação no dia da MÃE, deixamos este texto para hoje, encerrando desta forma o mês de Maio. Ela tem o poder de carregar toneladas de amor e de ternura, uma infinidade de bravura e uma luz que jamais se apagará. O seu brilho é capaz de iluminar o caminho que vamos percorrer. Arrisca-se para nos proteger não importa por onde a gente for. Nas três letras de mãe, tem tanto amor que não há quem o consiga descrever. Paula Freitas

CARA OU COROA? NÃO, NÃO FALO DE MOEDAS!

  Não falo de moedas nem do Sr. Moedas mesmo estando a escrever em época eleitoral. O que me assalta a alma é o simples tema da humanidade e do respeito pela mesma. Há cara mas também há coroa!! Em cada pessoa!! Em cada indivíduo!! E falo deste tema pois seria banal falar em inclusão, emigração, imigração, minorias, mão de obra barata ou outras pomposas expressões. Sim, há sarcasmo aqui pelo meio. Talvez como ferramenta de controlo emocional… Enquanto olharmos para as origens (e não falo de continentes ou países) de cada pessoa como factor diferenciador e de caracterização estaremos muito longe do respeito pela humanidade. Somos todos pessoas! Ponto! Com mais ou menos peso, com mais ou menos capacidade física. Com mais ou menos cultura, com mais ou menos QI.  Não dá para resumir este tema, não dá!  Dá para fatiar o elefante e ir conquistando etapas e porventura (ou sem ele…) vitórias!    E para mim cada vitória é ver os meus filhos a crescer com amigos e amigas ...