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Mensagens

INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

NO DIA EM QUE ESTEJA VELHO

  Encontrei este texto, cujo autor desconheço. Achei que era uma “pérola” e por esse motivo, decido partilhá-lo. Espero sinceramente que seja motivo de reflexão. “No dia em que esteja velho e já não seja eu, tem paciência e tenta entender-me. Quando todos estiverem a comer e eu não conseguir; Quando não puder vestir-me – tem paciência. Recorda as horas que passei a ensinar-te. Se quando falar contigo, repetir as coisas mil vezes, não me interrompas e escuta. Quando eras pequeno, na hora de dormir, eu tinha de te explicar mil vezes, o mesmo conto, repetidamente até teres sono. Não me envergonhes e não me ralhes se eu não quiser tomar banho. Recorda quando eu tinha de andar atrás de ti e as desculpas que inventavas para não te lavar. Quando vires a minha ignorância diante das novas tecnologias e te pedir que me dês o tempo necessário, não me irrites com o teu sorriso amarelo. Eu ensinei-te a fazer tanta coisa – a comer bem, a vestir e ensinei-te como enfrentar a vida. Muitas coisas s...

DIA DO PAI

Decorria o ano de 1909 quando uma filha de um ex combatente da Guerra Civil Americana decidiu homenagear o seu pai por considerá-lo um herói. E assim se definiu que na data de 19 de Março passaria a comemorar-se o Dia do Pai em Portugal. Embora que nem todos os países celebrem este dia na mesma data como por exemplo o Brasil que celebra a data em Agosto. Em Portugal, este dia ,que se celebra a 19 de Março, coincide com o Dia de São José, pai adotivo de Jesus Cristo. No geral, a ideia de celebração deste dia faz com que se ofereçam prendas aos pais como forma de agradecimento por aquilo que os pais fazem (deveriam fazer) pelos filhos e que se organizem convívios principalmente quando os filhos e pais já não residem na mesma casa. Há pais biológicos, há pais adotivos, há pais de criação e há pais emprestados. Há pais presentes e pais ausentes. Coincidência ou não, esta semana iniciou uma nova novela que aborda na generalidade a vida de quatro pais. Hilariante a forma como os pais s...

A CONSCIÊNCIA DO EU E A DO OUTRO

  Numa manhã de um dia de uma semana em que me relataram episódios passados em hospitais e lares de idosos, que me deixaram angustiada, por demonstrarem uma total indiferença pelo “outro”, pego no jornal local e salta-me à vista um título em realce “A importância da consciência do EU”. Leio o artigo com real interesse e concordo com algumas das opiniões expressas pela autora. Sei, como todos os que se interessam por temas de desenvolvimento pessoal, que a grande maioria de nós, durante grande parte da nossa vida, não nos demos a importância devida, e não nos tratámos a nós próprios como merecíamos, levando a que, a consequente baixa autoestima, em muitos casos e por isso mesmo, levasse a uma vida de infelicidade, como única forma de viver. Continuo a ler e vêm-me à memória os relatos a que fiz referência no início deste texto e, aliados a esses, começam a desfilar tantos e tantos outros que vejo diariamente, de desinteresse, falta de profissionalismo, falta de ética e que resultam ...

A GRATIDÃO

  Todos os anos civis inicio o meu livro de gratidão. Faço-o porque tenho necessidade de diariamente registar a minha gratidão pelas diferentes situações que vou enfrentando na minha vida e para que, em momentos mais delicados, ou outros quaisquer, possa rever o que escrevi e de certo modo colher alguma tranquilidade que me ajuda a levar por diante situações que por vezes me parecem muito difíceis de ultrapassar. Tenho este ritual desde 2017. Escrevo unicamente para mim e não para deixar mensagens para os outros. Recebi dumas amigas, um caderno que se encheu de significado para mim. Ultimamente fala-se muito da gratidão. Fala-se de ser grato/a em diferentes contextos mas sempre com alguma ligeireza, em meu entender. Parece ser uma moda (“bora lá”) agradecer. Agradecer por coisas tão simples como ter vivido mais um dia;  Ter conseguido cuidar de mim, sem apoio algum; ter sentido empatia por parte das pessoas com quem me cruzei; estar a sentir-me com saúde, ter feito boa viagem,...

"APRENDER A AMAR ALGUÉM NÃO É ALGO QUE SE IMPROVISA”

Saber amar aprende-se desde pequeno, com todos os exemplos que vamos vendo. Há muita gente que não sabe amar, a atração pelo outro é natural e normal, mas pode ficar só por aí, virar paixão, mas se não tivermos aprendido o que é o amor, nunca chegaremos a algo supremo e  que se vai construindo ou destruindo, tudo depende da nossa capacidade de ultrapassar o nosso eu, e transformá-lo noutro sentimento onde se deixa entrar o outro, sem perdermos a nossa individualidade. Uma habituação cómoda e confortável pode não ser amor, mas amizade que pode ser agradável e duradoura. PS: a frase entre aspas que serve de título é do Papa Francisco. Fernanda Drumond

(DES)ILUSÕES

  Confesso que não contava desta vez escrever novamente sobre crianças, para que não fosse “mais do mesmo”. Mas foi inevitável. Li esta semana um artigo, e posteriores comentários sobre o mesmo, em que a jornalista era simultaneamente a mãe envolvida na história. E eu, que achava que já não me surpreendia com qualquer coisa, fiquei completamente “ouriçada”. No caso, uma criança de 5 anos que segundo descrição da mãe era toda ela alegria e espírito sociável, que tinha o seu grupo de amigos constituído em cada espaço e atividade que frequentava, manifestou tristeza e desânimo nas aulas de ballet. Partilhara com o pai que as outras meninas não queriam ser suas amigas porque “PARECES POBRE” (palavras cruelmente dirigidas). Como é possível? Que adultos estaremos a criar? Que valores, ou falta deles, estamos a deixar para um futuro que é mais próximo do que imaginamos? Esta mãe, jornalista, apresentou a sua recente realidade de teletrabalho (pós pandemia) e as consequências de “maus hábi...

FAÍSCA EM TANQUE CHEIO DE COMBUSTÍVEL

Costumo acompanhar e com muito interesse, a evolução das carreiras profissionais e o que isso quer na realidade dizer. Olho para os telejornais e vejo as manifestações constantes de pessoas que se sentem injustiçadas nas suas carreiras. Neste momento vem-me à cabeça as manifestações de professores que pelo país fora e de forma organizada, vão engrossando em número e vai-se sentido nas suas palavras, cada vez mais, injustiça, “raiva”, etc. Conheço muitos jovens que estão à procura de emprego para finalmente poderem sair de casa dos seus pais. Procuram desenfreadamente profissões ligadas à sua extensa formação académica. Digo extensa, pois quase que me atrevo a referenciar que os jovens hoje, vão de curso em curso, até esgotarem todas as hipóteses, ou até se fartarem. Nunca vi tanta qualificação literária. Quando tentam entrar no mercado de trabalho e não conseguem, optam por esconder algumas das suas valências académicas para que, quem recruta, se possa interessar pelo seu currículo....