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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

FÉRIAS PARTE 2: A IDA E A CHEGADA!

 


No domingo passado falei da preparação, mas sem fornecer as partes mais aborrecidas.

Sexta-feira antes da viagem, jantei e de seguida, tratei da mala. Tinha tudo preparado, mas a mala ainda permanecia arrumada… mala pronta, casa em ordem, tudo orientado… decidi descansar 2 horas e tratei de tudo o resto para poder sair. Fomos de carro até ao aeroporto e aí chegados, tratar de despachar as nossas três pequenas malas (nenhuma chegava sequer aos 15 Kg). Pequeno-almoço: tomado. Café: tomado (mal sabia eu que tomaria outro bom café uma semana depois, mas já lá vamos).

Como falei na minha anterior publicação, o meu receio de voar impede-me de conhecer sítios e culturas. Tenho consciência disso. Após o pequeno-almoço, tomei a medicação e rapidamente começou a fazer efeito. E esse efeito perdurou até depois das 14h de sábado. Efetuamos o embarque, fomos transportados de autocarro e entramos no avião… rapidamente me senti fechada. Respirei fundo. Contei até 1000. Comecei a ler o livro que levei. Adormeci. Acordei quando um passageiro se sentiu mal. Não consegui ajudar. Não me levantei, mas permaneci entorpecidamente atenta. Não transmiti para a família o que me passava pela cabeça e sobre todos os meus receios até voltar a colocar os pés no chão.

Estas modalidades de viagem, permitem que apenas haja preocupação em chegar ao aeroporto dado que após a chegada ao destino, cuidam de nós. Verdade. Chegados a Djerba, alguém nos encaminhou para o transporte que nos levaria ao hotel onde estaríamos 7 dias. Só neste momento nos apercebemos do calor húmido tão característico.

Devastador. Esta é a melhor definição que posso dar. É a minha perceção. Tão habituada à cidade, aos altos edifícios em betão, às ruas com passeios, às sinalizações. O terreno é plano, árido, vazio, triste, pobre, pouco populoso e pouco ocupado. O hotel é típico de praia e piscina. Para quem esteja pouco familiarizado, as tipificações dos hotéis são as mesmas, mas a qualidade pode variar. Num destino de praia, não há alcatifas! O hotel tem as condições necessárias para dormir e comer.

Assim que chegamos foi-nos possível almoçar de imediato e o check in feito. O receio da alimentação rapidamente se perdeu. A comida era tão variada, tão deliciosa e saudável, tão bem confecionada. Sempre fui habituada a comer de tudo pelo que não houve qualquer problema em experimentar o que lá havia. Sopa, pão, comida e a fruta eram deliciosas. Os doces disponíveis nem por isso. Felizmente a água com gás era fantástica dado que a água era bem diferente da nossa água engarrafada. O café? Bem… ansiei 7 dias por um café.

Caro leitor, confesso que até então não houve qualquer problema exceto a água e o café. Foi a primeira coisa que comentei com a minha mãe e esperei ansiosamente pela chegada ao Porto. Além das saudades da cama, como é lógico.

E por esse lado, caro leitor? O que mais sente falta quando viaja? O que se torna imprescindível?

mjsoares

Comentários

  1. Tenho por hábito fazer com antecedência uma lista de coisas a levar para férias e, ano após ano, verifico que levo sempre mais do que aquilo que necessito. Afinal precisamos de tão pouco...

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  2. Obrigada pelas duas perguntas que faz no final do seu texto. Fez-me pensar. Nunca me questionei dessa forma.

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