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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

Se o meu sangue não me engana, havemos de ir a Viana

 “Se o meu sangue não me engana, havemos de ir a Viana.” 

Pedro Homem de Mello sabia muito bem o que escrevia. Havemos de ir… e havemos sempre de voltar!

Foto: https://festasdagonia.com/

Ainda não tinha assistido ao desfile da mordomia. Não foi inteiramente surpresa que, como em todos os momentos da romaria da senhora da Agonia, este também não se assista simplesmente, vive-se Quem vê, faz parte do todo. Canta, sorri, chama, elogia, aplaude centenas de mordomas e 90 e tal milhões em ouro, dizia um senhor que nos contou detalhes deliciosos do desfile. Penso que esses são também os números dos jornais. Mas faltam os mais importantes: os números dos sorrisos constantes, multiplicados por todos os que contagiaram à sua passagem. 

O ouro não é de longe o que mais cativa neste desfile. Num mundo onde ainda tantas mulheres são privadas de rosto e de direitos, é maravilhoso ver estas, lindas, orgulhosas, sorridentes e, principalmente, de cabeça erguida! Olhos nos olhos numa altivez simultaneamente doce e poderosa. É libertador:) E depois há aquela posição que me é tão querida desde pequena, apenas porque me é confortável: mãos nas ancas, firmes, peito aberto:) a posição “super homem”, dizem… desfilaram assim 700 super mulheres o ano passado. Este ano, subiu para 908 com muita “Chieira”.

Fernanda Drummond


Comentários

  1. Nunca assisti, mas o seu texto deixa-me com muita vontade de o fazer. Quem sabe no próximo ano.

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