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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

FÉRIAS

Verão. Julho. Calor. Férias do trabalho. Todas as condições reunidas para uns dias fantásticos estará o leitor a pensar. 

Esta época tão feliz para alguns e que nos traz descanso, sossego, passeios, pele bronzeada e lanches tardios, traz para outros um stress inigualável. 

Falo do stress da preparação da ida de férias. Se fores sozinho, tudo bem – exceto havendo horários a cumprir quando se trata de voos, excursões e visitas programadas – vais articulando os teus horários conforme os teus apetites. 

Se sais às 9 ou às 10 é indiferente. Se levas 2 malas ou apenas o mínimo dos mínimos é indiferente. A coisa complica quando há tamanhos e pesos de malas e se vais em família incluindo crianças que exigem sempre uma atenção mais do que redobrada de vestuário, de alimentação, de rotinas de sono,… quem tem crianças sabe. 

Ora, fui de férias ontem e voltei hoje. Fui para o sítio de sempre porque em equipa que vence não se mexe. Só que este ano, tudo foi diferente: fui em família e até aqui, tudo bem. Crianças prontas, adultos prontos e lá fomos nós. Para o meu núcleo familiar nada era desconhecido: trajeto, espaço, clima, sítios a visitar. Para quem nos acompanhou, estas férias tiveram um sabor agridoce. O quarto estava em mau estado e levantava várias questões que se resolveram com o abandono do hotel – às 02:00h do dia seguinte à nossa chegada. Esse mesmo dia do abandono do hotel e passagem para outro fez-se no mesmo dia em que voltamos todos para casa: fomos todos, viemos todos. Fomos em família e voltamos em família. Não fez sentido uns virem embora e outros continuarem.

Aqui entrou a resiliência e a força e determinação de que as férias não terminaram ali. Delinear estratégias para colmatar a falta da piscina para miúdos e graúdos, pensar em sítios a visitar e então surge logo na minha mente uma longa lista de coisas e atividades que gostava de fazer mas depois sou chamada à realidade de que os dias apenas (e chega) têm 24 horas e de que as férias são também ótimos momentos de descanso. 

Talvez o leitor esteja neste momento a pensar: por isto mesmo eu nunca vou de férias para lado nenhum e assim nunca me chateio com questões semelhantes.

E desse lado? Como são as vossas férias? 


mjsoares


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