Avançar para o conteúdo principal

INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

DESABAFO

 


As vezes temos necessidade de desabafar.

E quando não há ninguém por perto, socorremo-nos da escrita.

Eu preciso, neste momento, de aliviar o meu coração, para não entrar em desespero.

Acabei de me despedir do meu marido.

Em quarentena e sete anos de casamento só estivemos fisicamente separados quando ele esteve internado por motivos da COVID.

E, nessa altura, foi muito doloroso pela incerteza se ele se salvaria. Aconteceu  na fase mais aguda desta doença. Graças a Deus ele regressou a casa e recuperou muito bem.

Bom, desta vez não se trata, felizmente, de qualquer doença.

Então do que se trata?

Já lá iremos.

Quero  fazer uma breve apresentação de mim própria. Sou pessimista, penso sempre e primeiro do que tudo no que de mal possa acontecer. Tenho uma imaginação muito fértil, sobretudo para as desgraças.

De facto, não devemos pensar que só acontece aos outros. Porque nós também somos os outros.

Eu deveria pensar que ele vai tirar algum proveito desta situação, porque na realidade vai.

Ora bem, o meu marido está neste momento a caminho de Milão!

Vai com o patrão a uma feira nessa linda cidade onde já estivemos os dois.  Nessa altura ele também foi em trabalho mas eu fui com ele...

Ele tem receio de andar de avião. Senti que ele estava muito apreensivo.

Ele é diabético e embora tenha levado a medicação, eu penso sempre que ele pode facilitar e... eu não estou lá.

Sei também que ele vai preocupado comigo, mas eu tenho cá os nossos filhos.

Fico sozinha em casa mas eles estão por perto.

Pronto, já foi bom ter "falado" um bocadinho com vocês que fazem o favor de me ler. Obrigada. Estou melhor um bocadinho. Obrigada.

E.S.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

A MINHA VIAGEM AO JAPÃO

Verdade, fui ao Japão. Verdade, aventurei-me a, depois de 2h30 de viagem para Lisboa, meter-me num outro avião para, durante 7h30, fazer Lisboa-Dubai, e ainda noutro para mais 9h30 até Tóquio. Ainda hoje me pergunto como me aventurei a tal, eu que me arrepio sempre que se fala em viagens de avião. Mas fi-lo e ainda bem!   O Japão nunca foi um país que me despertasse grande interesse, logo uma viagem que, não fosse a minha amiga Manuela, provavelmente não teria feito. Por diversas vezes já lhe agradeci e vou sempre agradecer-lhe ter-me ligado, naquele dia, a dizer-me “… vamos?” Mas, se nada é por acaso, é porque agora é que era a altura certa para a fazer, pois a idade já me permitiu uma plenitude que antes não alcançava. Já regressei há vários dias e ainda não “aterrei” no meu quotidiano. Continuo, a cada minuto, a visualizar imagens, paisagens, gestos e atitudes que me levam ao que, agora, considero um outro mundo. Um outro mundo em que é notório o respeito pelo outro, nomead...

A ARTE, A BELEZA E A GRATIDÃO

  Sou frequentadora assídua da Confeitaria Paulista na Maia, onde a D. Elvira e o Sr. Jorge Mendes (proprietários), fazem questão de nos receber de “braços abertos.” Tomo o meu café e pão com manteiga neste maravilhoso espaço. É um local muito familiar. Um espaço onde nos sentimos muito bem!!!  Somos bem recebidos; Bem tratados; Bem-vindos!!! Sentimo-nos em casa. A D. Elvira faz questão de nos fazer sentir únicos. Há uns dias, tive oportunidade de ver uma autêntica obra de arte saída das mãos do proprietário da Confeitaria Paulista. Trata-se da peça cuja fotografia está a ilustrar esta publicação. Ao ter acesso ao dito quadro, acreditem, que senti ARTE, que senti BELEZA e depois de saber a história que o envolve, senti que ali, existia GRATIDÃO.  Ora o Sr. Jorge Mendes, decidiu pôr mãos à obra e fazer este maravilhoso trabalho em pão. Sim, trata-se de pão e não outro material qualquer. Explicou-me as múltiplas e morosas voltas que este trabalho dá, até chegar ao resultado...

A LOUCURA DO MUNDO

  Tinha decidido que hoje escreveria de novo sobre a minha viagem ao Japão, e que vos contaria algumas peripécias dignas de registo humorístico, daquelas que sempre me acontecem e me divertem ao ponto de querer partilhar com outros, e porque me faz feliz. Faz-me feliz fazer aparecer um sorriso no rosto de quem lê os meus textos, um sorriso que muitas vezes anda escondido e tarda em aparecer. No entanto, nem sempre isso é possível, e hoje não pode ser assim. Hoje tenho de partilhar convosco a minha tristeza, a minha revolta, a minha frustração. Desculpem-me mas terá de ser assim. Logo pela manhã, como habitualmente, abri o rádio para me atualizar acerca do que se passa no nosso país e para além dele, e o que fui ouvindo fez-me decidir que não concluiria o meu texto nos termos em que tinha pensado. Não tinha esse direito perante o que estava a ouvir. Se o fizesse era como se também estivesse a assobiar para o lado perante o horror que me descreviam. Apesar de ser uma peça insignifica...