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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

SÓ FACHADA!

Nesta época de verão, no local onde vivo e nas vilas limítrofes, é usual haver pequenos festivais ou concertos. É uma forma da autarquia nos  presentear, e é também uma forma de sairmos de casa e de irmos ver, gratuitamente, alguns artistas que doutro modo, dificilmente estaríamos em condições de ver atuar, ao vivo.

Recentemente foi um desses casos. Atuou aqui próximo da minha casa, um artista que é do nosso agrado e lá fomos nós assistir.

Por ainda estarmos com o “fantasma” da Covid bem presente, estivemos a participar no dito festival sempre de máscara colocada. À nossa volta já ninguém usava máscara. Praticamente todos nos olhavam com alguma estranheza.

Bom, o que me fez escrever hoje aqui neste blog não foi esse facto mas sim, o de a meio do concerto termos ido a um café, comprar água e, termos aproveitado para ir  à casa de banho.

Assim procedemos e quando chegou a minha vez de me deslocar aos lavabos, verifiquei que nas portas não constava a indicação de se tratar de casa de banho para homens ou para senhoras. Suponho que alguém terá tirado a sinalética pois ainda havia vestígios de cola nas portas. Tive de dar uma espreitadela e pelo aspeto e limpeza da casa de banho, verifiquei, sem hesitação qual delas era usada pelos homens e qual era usada pelas senhoras. Que vergonha senti, enquanto mulher.  A casa de banho das senhoras estava imunda. Papeis no chão. Sanita molhada. Imundice, sem fim, que me privo de aqui mencionar por respeito a quem lê. Como serão e em que estado estarão, as casas de banho destas pessoas? No entanto se estivermos atentos ao aspeto exterior da maior parte delas, verificamos que estão cuidadas. Há a preocupação de impressionar positivamente pela aparência. Que tristeza ainda continuarmos a ser avaliados pela embalagem e não pelo conteúdo.

Numa altura em que dizer uma graçola sobre homens e/ou mulheres é logo entendido como sermos preconceituosos e outras coisas mais,  pergunto se não seria de começar a educar,  em especial as pequeninas, no sentido de passarem a usar os espaços comuns com todo o cuidado e higiene? Não seria interessante começarmos a incutir nas nossas crianças este tipo de comportamento?

Emília T.


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