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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

A COMUNICAÇÃO COMO ARMA

Em 15 de Maio de 2022, publicámos aqui, um texto de Ana Toste sobre o título  - “A normalização da guerra”. Faz cada vez mais sentido a mensagem que ela nos transmitiu.

A guerra passou a dominar o nosso dia a dia e pela repetição constante, o que nos mostram parece que nos incomoda cada vez menos. O tempo vai passando, as imagens vão-se sucedendo e involuntariamente, nós, vamos assistido à distância, a uma degradação e destruição inimagináveis há pouco tempo.

Estou farta de discursos “embrulhados” por parte de políticos de todo o mundo. 

Estou farta do tempo de antena sem fim, que lhes é concedido. 

Estou farta de ver gente sorridente, bem vestida  e a  pavonear-se pelos corredores das instituições europeias, onde supostamente estudam estratégias para terminar esta guerra que parece não ter fim e, pelo que me apercebo, “ainda bem” para alguns dos “interlocutores”.

Sinto-me, contudo, desperta para a forma como a equipa de comunicação de Volodymyr Zelensky trabalha e para a estratégia que decidiu adotar.

Goste-se ou não do tom de voz, goste-se ou não da pessoa em questão, o certo é que o trabalho, está lá!

As palavras ganham forma, ganham cor, ganham vida. A assertividade está lá. O objetivo também. A mensagem é clara, é concisa, é relevante.

Desta forma, as mensagens passam e tornam-se eficazes junto dos públicos estrategicamente escolhidos. Se estivermos atentos, verificamos que existem imensas mensagens transmitidas subliminarmente em todas as comunicações feitas por Volodymyr Zelensky. A isto eu chamo comunicação eficaz!

Esperemos que, tal como começámos a banalizar as imagens de guerra que todos os dias entram nas nossas casas, não comecemos a banalizar também a comunicação que, quer queiramos ou não, é também uma arma ao serviço desta horrenda guerra.

Seria injusto da minha parte que, a este propósito, não mencionasse aqui o nome do Major-General Agostinho Costa e do Coronel Mendes Dias, habituais comentadores de estratégia militar da CNN Portugal, como comunicadores de excelência. Estes, em meu entender e poucos mais, serão recordados como verdadeiros comentadores desta guerra. Os restantes, serão mais uns “papagaios“ a  juntar a tantos outros comentadores de “plástico”.

MVFreitas


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