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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

PLANEAMENTO

 

Muitas coisas na nossa vida precisam de planeamento. Quem tem crianças, quem tem várias tarefas em mão e vamos por aí…

Obras também não são exceção!

O que queremos fazer? A quem vamos entregar a obra? Cores? Materiais? Que arrumações precisamos de fazer? 

Estou a fazer obras em casa: as demolições e reconstruções ainda não começaram mas considero que estou em obras desde que decidimos – o meu namorado e eu – dar início ao processo. 

Sei exatamente o que quero. Sei exatamente as cores que devemos ter em casa e sei exatamente o que deve ser feito para que a casa fique funcional e apta para o dia-a-dia tanto de teletrabalho como para a saída de manhã e regresso ao final do dia. Apta para festas e para pequenos jantares. A casa deve ser para ser vivida e não viver para a casa, por isso optamos por cores neutras, cores coordenadas considerando portas, rodapés e escada e chão e janelas. 

Mas fui lendo e pesquisando sobre soluções (afinal já ando com obras há algum tempo!) para mobilar a casa após o término dos trabalhos. O simples facto de pensar em criar privacidade nas janelas de forma inovadora e elegante traz necessidades específicas quando se opta por gesso cartonado! Os móveis da cozinha devem ter uma cor condizente com o chão. Ah!, mas como já tenho frigorífico que se vai manter e com formato livre, as cores podem e devem ser pensadas a partir daí.  

Uma lista interminável de pormenores e fatores que devem ser analisados previamente e em conformidade com o orçamento disponível, ajuda a que seja fácil para empreiteiros e arquitetos saberem o que devem fazer. 

Com isto, quero apenas frisar que o planeamento é ótimo. Mas e imprevistos? Muito bem, sem qualquer problema! Gosto de saber com o que conto e saber como tudo se desenvolve, mas sei que nem tudo na vida corre conforme o plano e está tudo bem também! 

Desde que o chão não seja verde, a cozinha amarela e as paredes cor de rosa, o resto ajusta-se! 

O nosso ajuste deve ter primazia nas nossas ações. A resiliência vem a seguir. O quanto somos resilientes e capazes de ajustes? 

mjsoares


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