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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

AFINAL A BELEZA VÊ-SE OU LÊ-SE?

 


Quando falamos em beleza pensamos quase sempre naquilo que exteriormente vemos e que, tantas vezes nos capta a atenção e nos provoca associada a reacção expressa por exemplo com um simples comentário como…

“Estás tão bonita/o!”

“Esse vestido ou fato favorece-te, ficas muito elegante!”

Se a tentarmos descrever de uma forma rápida, provavelmente muitos de nós diríamos que… -  Beleza é a perfeição (muitas vezes dentro da “imperfeição” pela sua relatividade) de algo ou alguém que é agradável aos nossos olhos. É algo belo e formoso, supomos.

E, se a beleza se pode ver, de que forma a podemos também ler?

Se pudemos? Pudemos e, muito provavelmente todos sabemos isso. 

Confesso que, para mim muitas vezes o difícil é perceber de que modo… todos nós a possuímos mas, nem todos a manifestamos da mesma forma.

Mas, não resignada de a tentar aprofundar em cada um daqueles que amo, partilho convosco a forma como o tento fazer.

Na maioria das vezes procuro vê-la no olhar que fala como palavras, através das próprias palavras que se fazem ouvir e, muito, mas muito mesmo, através dos gestos.

Os gestos, talvez até mais que as palavras que podemos tentar, a meu ver mais facilmente conter ou ponderar são, quase sempre a voz do coração que não se podendo ouvir se expressa naquele gesto de carinho e/ou amor. São o impulso do abraço, do sorriso (agora com o olhar), do aperto de mão (agora cotovelada), do café que íamos tomar sozinhos mas que, de repente nos lembramos que um colega que aprecia e o faz também, talvez o pudesse gostar de fazer em conjunto. 

No final!?

Depois desta pequena aventura de tentarmos perceber como e quando, descobrimos que o olhar e o coração falam como espelho da alma e que, a beleza quando olhada de dentro para fora se transborda no seu todo.

Irina Cardoso


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