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INTERRUPÇÃO NÃO PROGRAMADA

NÃO FAÇAS PLANOS PARA A VIDA


Não faças planos para a vida. Não atrapalhes os planos que a vida tem para ti.
Fazendo um “zapping”, há uns dias, parei para ver uma entrevista que a Iva Domingues no Canal 11, estava a fazer ao Manuel Luís Goucha e, a determinado momento, ele diz a frase com que iniciei este texto. Fiquei presa a ela e ao significado a que a mesma me levou.
Sim. É frequente e salutar fazermos planos para a nossa vida. A ideia é conseguirmos não nos sentir à deriva mas, dum momento para o outro, tudo na nossa vida se altera, independentemente dos planos que tenhamos para ela.  Foi o caso desta tão terrível pandemia Coronavírus que entrou silenciosa no mundo e que tanto sofrimento e mortes tem provocado.
À hora a que estou a escrever este texto, ainda não foi declarado o estado de emergência em Portugal. Acredito que esteja por horas.  
Aceitei desde sempre as indicações que as organizações de saúde e entidades públicas foram transmitindo. Pareceu-me ser um assunto muito, muito sério mesmo quando à minha volta ainda havia pessoas que brincavam com o mesmo. Não sou especial, não sou adivinha, mas tive essa percepção. Confesso que me assustei mesmo e que ainda continuo assustada. Tudo o que é desconhecido me inquieta.
Acompanho as notícias quase que de hora a hora já me que encontro em casa, como solicitado pelo Governo. As dúvidas são imensas. Sinto-me impotente.
O mundo mudou! , Foi obrigado a “parar”. Se calhar estávamos todos a necessitar desta pausa para nos encontrarmos connosco e com quem, estando próximo de nós, parece estar, muitas vezes, a quilómetros de distância.
Acredito no nosso Serviço Nacional de Saúde e em quem o lidera. Todos trabalham sobre o desconhecido. Sente-se que estão a fazer o seu melhor e que contam connosco. Contam que façamos a nossa parte e que evitemos aglomerações, ajudando a criar o caos e correndo sérios riscos de sermos contaminados ou contagiarmos, caso estejamos já infectados e desconheçamos.
Acredito que a humanidade vai ser capaz de vencer este maldito vírus, esta guerra biológica e acredito também que novas formas de vivência irão fazer-se sentir. Existirão grandes mudanças, seja a nível pessoal, profissional, climático, etc. 
É das coisas menos boas que devemos retirar grandes lições e sempre algo de positivo. Acredito que assim será.
Espero que uma vacina rapidamente seja testada e considerada eficaz para que todo o mundo possa respirar de alívio e não se “ponha a jeito” para uma outra tão séria calamidade mundial.
É uma luta desigual, mas, não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe, já diziam os nossos avós.

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